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IMF – Eur/Usd falha teste aos $1.10. Aumento das tensões entre EUA e China marcam final da semana

Avanços em possíveis vacinas para Covid-19 levantam ânimos; Eur/Usd falha teste aos $1.10 e aumento das tensões entre EUA e China marcam final da semana; PIB da ZE registou a maior contração em 25 anos; Crude volta a encerrar semana em alta, mas tensões EUA-China limitam ganhos; Tensões entre Washington e Pequim limitam perdas do ouro.

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Avanços em possíveis vacinas para Covid-19 levantam ânimos

Os testes preliminares à vacina contra o Covid-19 da farmacêutica norte-americana Moderna, apresentaram resultados promissores. A vacina em teste foi considerada "segura" e "bem tolerada" e nenhum dos voluntários correu perigo de vida. Já a AstraZeneca anunciou que recebeu mais de mil milhões de dólares da Autoridade norte-americana de Pesquisa Avançada e Desenvolvimento Biomédico para o desenvolvimento, produção e distribuição da sua própria vacina para o Covid-19, a partir do outono. A farmacêutica revelou ainda que formou uma parceria com a Universidade de Oxford para o desenvolvimento da vacina e que vão começar agora a realizar testes avançados em seres humanos.

Após terem transacionado num intervalo curto na grande parte de 2019 e início de 2020, os títulos Moderna "dispararam" mais de 250% desde meados de março, transacionando numa tendência claramente bullish, dentro do canal de tendência ascendente. Por agora, os ganhos foram interrompidos. Tendo em conta o referido canal e o sinal de compra do MACD, a nível técnico há indicações de manutenção da tendência de alta.

Eur/Usd falha teste aos $1.10. Aumento das tensões entre EUA e China marcam final da semana

O Eur/Usd subiu para máximos de mais de duas semanas a meio da semana, para torno dos $1.10, com a proposta conjunta da França e Alemanha de um fundo comum a impulsionar a "moeda única". É de relembrar que Paris e Berlim propuseram um Fundo de Recuperação de €500 mM para garantir subsídios a regiões e setores mais afetados pela pandemia de coronavírus e permitir empréstimos pela Comissão Europeia em nome de toda a UE. Contudo, os ganhos foram apenas temporários, com um aumento das tensões entre Washington e Pequim no final da semana a prejudicarem o sentimento e a impulsionarem o dólar. Donald Trump alertou que os EUA iriam reagir de forma "muito severa" a nova legislação chinesa sobre Hong Kong, o que poderá resultar em ainda mais protestos no território autónomo. A nível macroeconómico, o PMI Compósito da IHS, considerado um bom indicador de saúde económica, recuperou de 13.6 em abril para 30.5 no mês atual. Apesar disto, ainda se encontra muito abaixo dos 50 pontos, que separam o crescimento de contração e apesar de o relatório aparentar indicar que o pior já ficou para trás, a IHS também revelou que a recuperação económica vai ser lenta, afastando assim a possibilidade de uma recuperação em forma de "V". Já nos EUA, o mercado laboral continua a gerar preocupações, sendo que na semana até 15 de maio, mais 2.44 milhões de cidadãos norte-americanos requisitaram subsídio de desemprego, sinalizando que maio será outro mês com elevadas perdas expressivas de postos de trabalho. O relatório do Departamento do Trabalho, mostrou um aumento para um nível recorde no número de pessoas em situação de desemprego, sugerindo que as empresas provavelmente não têm pressa em recontratar trabalhadores quando reabrem

Após ter falhado o teste aos $1.10, o Eur/Usd acabou por corrigir em baixa. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, ainda fornecem sinal de compra. Não obstante, indica que o movimento de consolidação do par entre o referido nível e os $1.07 se mantenha, pelo menos no curtíssimo-prazo.

Crude volta a encerrar semana em alta, mas tensões EUA-China limitam ganhos

Os preços do crude WTI voltaram a registar mais uma semana de ganhos. Uma queda dos stocks da matéria-prima nos EUA, com a IHS Markit a revelar que os produtores norte-americanos estão a cortar a produção em 2 milhões de barris por dia, assim como a redução de produção da OPEP e dos seus aliados foram alguns dos principais fatores a impulsionar a subida do "ouro negro". Não obstante, na sexta-feira os ganhos do petróleo acabaram por ser limitados pelas dúvidas sobre a robustez da recuperação económica da China (que quebrou uma tradição anual e confirmou que não irá publicar uma meta de crescimento económico para este ano, devido ao elevado grau de incerteza resultante da pandemia da Covid-19), assim como por um aumento das tensões entre Washington e Pequim.

Tensões entre Washington e Pequim limitam perdas do ouro

O ouro encontrava-se encaminhado para encerrar a semana com perdas consideráveis. Uma melhoria do sentimento dos mercados ao longo da semana, resultante dos bons resultados dos testes preliminares de vacinas para a Covid-19 e pela contínua reabertura de diversas economias a nível mundial, diminuiu a aversão ao risco dos investidores. Não obstante, no final da semana ocorreu um escalar das tensões entre Washington e Pequim, o que levou a uma recuperação parcial do metal precioso. Donald Trump disse que os EUA reagirão fortemente se a China impuser leis de segurança nacional em Hong Kong em resposta aos protestos violentos pró-democracia do ano passado.

Tecnicamente, o ouro deu seguimento ao movimento de lateralização entre os $1700 e $1750 por onça. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apontam para que esta tendência se mantenha no curtíssimo-prazo. Não obstante, o metal precioso tem vindo a registar mínimos relativos cada vez mais baixos, conforme pode ser verificado na linha de tendência ascendente (vermelho tracejado), o que poderá indicar um novo teste e consequente sucesso a este no curto-prazo. Caso isto se verifique, a próxima resistência localiza-se nos $1800/onça.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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