Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

IMF – Eur/Usd lateraliza; Comissão Europeia cortou previsões

Japão cortou previsões de crescimento e iene atingiu mínimos de 2 anos face ao euro; Eur/Usd lateraliza em torno dos $1,20/$1.21. BCE receia a força do euro; Onda de frio nos EUA leva petróleo a máximos de mais de 1 ano; Ouro renova mínimos de 7 meses.

  • Assine já 1€/1 mês
  • ...
| Japão cortou previsões de crescimento e iene atingiu mínimos de 2 anos face ao euro

O governo do Japão reviu em baixa as suas previsões macroeconómicas pela primeira vez em quase um ano, com o prolongado estado de emergência para conter a pandemia de Covid-19 a pesar sobre os gastos dos consumidores. Não foram apresentados números específicos, tendo esta análise sido apenas qualitativa, mas Tóquio indica que "a economia mostra alguma fraqueza, embora tenha continuado a crescer no meio de condições severas devido ao coronavírus", apresentando uma postura mais pessimista do que no relatório económico de janeiro sobre a generalidade da atividade económica. O governo cortou a sua avaliação sobre os gastos dos consumidores pelo terceiro mês consecutivo, afirmando que estes têm demonstrado fraqueza recentemente, uma vez que as pessoas evitam refeições fora e viajar. É de notar que o consenso dos analistas aponta para que a terceira maior economia do mundo encolha no atual trimestre, uma vez que as restrições renovadas Covid-19 em Tóquio e algumas prefeituras pesam na atividade empresarial e nos gastos domésticos. Numa nota mais positiva, o governo aumentou a sua previsão sobre os gastos de capital pelo segundo mês consecutivo, dizendo que têm estado "a recuperar recentemente", refletindo uma melhoria nas encomendas industriais. O governo estima que a economia irá registar uma expansão de 4,0% no próximo ano fiscal a partir de abril, após uma queda esperada de 5,2% no atual ano fiscal até março. Voltando agora o foco para a moeda nipónica, o iene tem perdido terreno, quer face ao dólar, como ao euro nas últimas semanas. O Eur/Jpy transaciona já em máximos de mais de dois anos, à volta dos ienes, com as perspetivas de recuperação económica global, resultante dos programas de vacinação a aumentarem o apetite pelo risco.

Tecnicamente, o Eur/Jpy quebrou em alta a resistência dos 100% de retração de fibonacci (127 ienes). O par começa assim a apresentar uma tendência para o curto-prazo. O Eur/Jpy renovou máximos de dois anos, acima dos 128 ienes, tendo como próximo teste os 129 ienes.


| Eur/Usd lateraliza entre $1,20/21. BCE receia força do euro

O Eur/Usd passou a última semana a lateralizar entre os $1,20 e $1,21. Nos últimos dias foram revelados alguns dados macroeconómicos/notícias encorajadores. Primeiramente, os mais recentes dados preliminares do Eurostat apontam para que o PIB da Zona Euro tenha registado uma menor contração do que inicialmente estimado no último trimestre de 2020. A economia dos 19 países que partilham a "moeda única" terá registado uma contração de 0,6% em cadeia no período de outubro a dezembro e uma queda de 5% face ao período homólogo, um pouco menos do que 0,7% e 5,1% previstos no passado, respetivamente. A contribuir para o otimismo esteve também a Comissão Europeia que assegurou mais 350 milhões de vacinas adicionais contra a Covid-19. Estes foram alguns dos motivos a contribuir para o aumento da confiança dos consumidores do bloco, que subiu para -14,8 pontos este mês, face aos -15,5 de janeiro e -15 esperados. Não obstante, a situação está longe de ser amplamente positiva. As minutas da última reunião do BCE apontam para que a inflação da ZE permaneça longe da meta e que um euro mais forte representa um risco acrescido. O BCE deixou a política monetária inalterada no mês passado, mas avisou que o recente surto de Covid-19 representa um risco para a recuperação da ZE e aumenta a possibilidade de esta ser adiada. "Foram manifestadas preocupações sobre a evolução da taxa de câmbio que poderiam ter implicações negativas para as condições financeiras da ZE e, em última análise, consequências para as perspetivas de inflação", disse o BCE, acrescentando que "um amplo estímulo monetário continua a ser essencial".

A nível técnico, após o ressalto nos $1,1950, o Eur/Usd retomou a lateralização entre os $1,20 e $1,22. Os indicadores técnicos não apresentam sinais claros, com o MACD a apresentar um sinal fraco, sugerindo que a consolidação no intervalo atual poderá continuar no curto-prazo.


| Onda de frio nos EUA leva petróleo a máximos de mais de 1 ano

Os preços do petróleo renovaram máximos de mais de 1 ano no início da semana passada, acima dos $60/barril. A onda de frio que se fez sentir nos EUA, e que levou à suspensão das operações nos poços e refinarias do Texas, foi o principal fator que levou aos ganhos da matéria-prima no início da semana. Esta suspensão contribuiu para a queda na produção de cerca de quatro milhões de barris diários, quase 40% da produção de petróleo dos EUA, segundo operadores e executivos. Contudo, no final da semana, com a retoma desta mesma produção, assim como as notícias de que a Arábia Saudita pretende aumentar a sua produção nos próximos meses, limitaram ganhos expressivos dos preços do petróleo, levando a uma variação semanal praticamente nula.

Tecnicamente, o crude quebrou a importante resistência dos $55, assim como o limite superior do canal de tendência ascendente. O "ouro negro" apresenta uma assim uma perspetiva mais bullish para o curto prazo, sendo possível um teste ao nível dos $60.


| Ouro renova mínimos de 7 meses

O ouro registou perdas em todas as sessões na última semana, registando uma variação semanal negativa de cerca de 3%, atingindo mínimos de 7 meses. O metal precioso foi pressionado, sobretudo, pelas expectativas de uma retoma da economia global, com os programas de vacinação contra a Covid-19 e os esperados estímulos pandémicos a beneficiar o dólar, o que retira atratividade ao ouro.

Tecnicamente, o ouro recuou durante 7 sessões consecutivas, quebrando em baixa o suporte dos $1800. O MACD apresenta um forte sinal de venda, podendo indicar que o metal precioso irá continuar a no "vermelho", realizando um teste aos $1750 no curto-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
Ver comentários
Saber mais imf euro dólar edp crude ouro petróleo
Outras Notícias