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IMF – Eur/Usd testou $1,23 no último dia de 2020

Reino Unido e União Europeia alcançam acordo pós-Brexit; Eur/Usd testou $1,23 no último dia de 2020; Petróleo encerra ano com queda de mais de 20%; Ouro fecha 2020 com ganhos de quase 30%.

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| Reino Unido e União Europeia alcançam acordo pós-Brexit

A última semana foi consideravelmente volátil para a libra, principalmente tendo em conta a altura do ano em que nos encontramos (natalícia), caraterizada por menores movimentos no mercado. Após meses negociações, o Reino Unido e a União Europeia alcançaram um acordo comercial. Na vertente comercial, o acordo assegura que a esmagadora maioria dos bens comercializados entre a UE e Reino Unido não estarão sujeitos a novas tarifas ou quotas. Não obstante, é importante notar que os exportadores enfrentarão obstáculos regulamentares que tornarão mais dispendioso e complexo realizar negócios entre os dois blocos. Os bens poderão ser sujeitos a controlo alfandegário e de outras índoles e receia-se que a documentação necessária possa causar atrasos nos primeiros meses de 2021. O acordo apresenta apenas disposições padrão sobre serviços financeiros, que não incluem compromissos sobre o acesso ao mercado. Sobre a concorrência, quer o Reino Unido quer a UE, comprometeram-se a assegurar condições equitativas. Sobre a pesca (que constituiu um dos principais entraves a um entendimento) a UE e o Reino Unido acordaram num novo quadro para a gestão conjunta das pescas nas águas partilhadas por ambos. As frotas do Reino Unido ficarão com 25% das atuais capturas da UE em águas britânicas faseadas em mais de cinco anos. A posição negocial de abertura do RU exigia um aumento de 80%, o que representa um compromisso significativo. Os barcos da UE irão poder continuar a reter até 80% das capturas em mares ingleses durante 5 anos. Após o encontro de um consenso, os líderes dos 27 membros aprovaram oficialmente o acordo em território europeu, enquanto que no Reino Unido a Câmara dos Lordes do parlamento fez o mesmo. A libra reagiu em alta a estes desenvolvimentos, voltando o Eur/Gbp a recuar para níveis abaixo de £0,90.

Tecnicamente, as últimas semanas foram de elevada volatilidade para o Eur/Gbp. Não obstante, poderá considerar-se que a tendência geral para o curto-prazo não foi alterada. O par termina o ano muito perto das principais média móveis e não há indicações acerca da direção do próximo grande movimento.


| Eur/Usd testou $1,23 no último dia de 2020

Dada a época natalícia, não existem grandes novidades a reportar na vertente macroeconómica europeia e norte-americana. Um dos escassos destaques relacionou-se com os estímulos orçamentais adicionais nos EUA. O líder Republicano no Senado, Mitch McConnell, que detém ainda a maioria, bloqueou um voto rápido desta legislação. McConnell defende que um cheque mais avultado de $2 mil (acima dos $600 atuais) resultará num acréscimo de dívida demasiadamente grande, mas há quem sustente que se trata apenas de uma arma de arremesso para conseguir dos Democratas a retirada de proteção jurídica às empresas de socia media, que foram hostis a Trump na campanha eleitoral. Numa outra temática, o início da inoculação com as vacinas contra o Covid-19 um pouco por todo o mundo tem resultado em otimismo generalizado, embora contido. Este sentimento encontra-se severamente limitado pelo atual estado da pandemia. Enquanto que os desenvolvimentos das vacinações são claramente notícias positivas, deveremos ser necessário aguardar até meados do segundo trimestre de 2021 para que possam ter sido realizadas vacinações em larga escala. Assim, os próximos meses prevêem-se difíceis, com a pandemia a continuar a alastrar-se. A título de exemplo, na passada quinta-feira os EUA registaram quase 190 mil novas infeções e mais de 3 900 mortes.

A nível técnico, após os ganhos das últimas sessões, o Eur/Usd voltou a reforçar a perspetiva bullish que vem a apresentar desde inícios de novembro, acompanhando a linha de tendência ascendente (vermelho tracejado). O MACD está perto de voltar a apresentar um sinal de compra, reforçando esta perspetiva. É esperado um teste aos $1,25 no curto-prazo.


| Petróleo encerra ano com queda de mais de 20%

Após ter registado a primeira queda semanal em dois meses, o petróleo encerrou a última semana do ano sem grande variação. A nível anual, o petróleo registou perdas de cerca de 23%. Estes últimos dias foram marcados pelas incertezas acerca do pacote de estímulos para a economia dos EUA, após Mitch McConnell ter bloqueado a proposta já aprovada por Trump e pelo Congresso. Contudo, a iniciação dos planos de vacinação por toda a Europa e EUA, assim como uma queda de 6,1 milhões de barris nos inventários de crude dos EUA, cerca do dobro daquilo que era previsto pelos analistas, forneceu algum suporte aos preços da matéria-prima. Os investidores aguardam agora a reunião do próximo dia 4 de janeiro da OPEP e seus aliados, liderados pela Rússia.

Tecnicamente, o crude falhou o teste aos $50, acabando por corrigir em baixa. Não obstante, até ao momento a correção foi apenas ligeira, sendo que um novo teste à importante resistência dos $50 poderá voltar a ocorrer no curtíssimo-prazo. O nível dos $44 atua como o próximo suporte.


| Ouro fecha 2020 com ganhos de quase 30%

O ouro, cotado em dólares por onça, encerrou 2020 com a maior valorização dos últimos 10 anos. Mesmo tendo registado ganhos semanais ligeiros, o metal precioso encerrou o ano com uma valorização de cerca de 27%. Esta semana, a desvalorização da moeda norte-americana foi o principal fator a sustentar os preços do ouro. As expectativas em torno dos estímulos adicionais nos EUA também impulsionaram os preços do ouro, enquanto cobertura contra a provável inflação daí decorrente.

Tecnicamente, nos finais de novembro, o ouro ressaltou perto dos $1750, dando seguimento aos ganhos nas últimas semanas, renovando máximos de um mês, em torno dos $1900. O MACD apresenta um sinal de compra, podendo indicar que o metal precioso dê seguimento aos ganhos, realizando um possível teste aos $1950 no médio-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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