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IMF – Fed sobe juros em 50 pontos, a maior subida desde 2000

Banco de Inglaterra subiu taxa de juro para 1%; Eur/Gbp ressalta; Fed sobe juros em 50 pontos, a maior subida desde 2000; Petróleo impulsionado com proposta da UE para embargar crude russo; Ouro renova mínimos de fevereiro

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| Banco de Inglaterra subiu taxa de juro para 1%; Eur/Gbp ressalta

O Banco de Inglaterra subiu as taxas de juro de referência em 25 pontos base, colocando-a em 1%, sendo o nível mais alto desde 2009, para tentar combater o forte aumento da inflação, apesar dos receios crescentes de que o país possa entrar em recessão. O BoE revelou também estar preocupado com o impacto das políticas para restringir a Covid-19 na China, que ameaçam atingir novamente as cadeias de abastecimento e aumentar a pressão inflacionista. Esta decisão foi a quarta subida de taxas consecutiva desde dezembro, tendo avisado que a inflação poderá chegar a 10%, mas há sérios riscos de recessão. A inflação no Reino Unido atingiu 7% em março, mais do triplo do objetivo de 2% do BoE. O Eur/Gbp reagiu em alta a estes anúncios, renovando máximos de dezembro de 2021, acima dos £0,8530. Ainda no Reino Unido, a atividade industrial do país intensificou-se em abril, depois de ter atingido mínimos de mais de um ano em março. O índice PMI da S&P Global subiu para 55,8 em abril em relação aos mínimos de 13 meses de 55,2 de março, um aumento ligeiramente superior aos 55,3 estimados pelos analistas.

A nível técnico, com os fortes ganhos desta semana, o Eur/Gbp apresenta uma perspetiva mais bullish a curto-prazo, à medida que o par segue a testar valores acima dos £0,8550. O MACD apresenta um sinal de compra, sinalizando que o Eur/Gbp poderá consolidar acima dos níveis atuais no futuro próximo.

| Fed sobe juros em 50 pontos, a maior subida desde 2000

A última semana ficou marcada pela reunião da Reserva Federal norte-americana, na qual o Banco Central anunciou uma subida de 50 pontos base da taxa de juro, o maior aumento em 22 anos, que passa assim para um intervalo entre 0,75% e 1%. Na reunião de março, a FED tinha subido a taxa diretora pela primeira vez desde dezembro de 2018, em 25 pontos base, e elevou-a agora em 50 pontos, algo que já era antecipado pelo mercado. O presidente da Fed, Jerome Powell sinalizou a intenção de aprovar subidas da taxa de meio ponto percentual nas próximas reuniões políticas em junho e julho. Powell também fez um apelo aos americanos que lutam com a inflação elevada para serem pacientes. Ainda em destaque, os preços do produtor da Zona Euro subiram mais do que o esperado em março, uma vez que os preços da energia mais do que duplicaram homologamente. O gabinete de estatísticas da UE (Eurostat) afirmou que os preços no produtor nos 19 países do euro "saltaram" 5,3% em cadeia e 36,8% (!) em relação ao ano anterior. Os economistas inquiridos pela Reuters previam um aumento mensal de 5,0% e anual de 36,3%.

A nível técnico, o Eur/Usd encontrou suporte nos €1,05 nas últimas sessões, perto de mínimos de 5 anos. O MACD está próximo de inverter o sinal de venda, o que contribuiu para uma perspetiva ligeiramente mais bullish para o curto-prazo. Deste modo, é esperado que o par continue a dar seguimento aos ganhos, podendo consolidar acima dos $1,06.

| Petróleo impulsionado com proposta da UE para embargar crude russo

Os preços do petróleo voltaram a registar sólidos ganhos na última semana, tendo valorizado cerca de 5% e registando máximos de março de 2022. Os preços da matéria-prima foram impulsionados pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que pediu aos países da União Europeia que eliminem gradualmente as importações de petróleo bruto dentro de seis meses e produtos refinados até o final do ano, num sexto pacote de sanções contra Moscovo. Na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) foi decidido prosseguir em junho com o plano previsto de aumento da produção de crude, que desde maio está fixado em 432 mil barris por dia. Ainda assim, os confinamentos na China que têm levado a uma diminuição da procura pelo maior importador mundial de petróleo continuam a limitar ganhos mais expressivos.

Tecnicamente, com os ganhos da última semana, o crude intensifica a perspetiva mais bullish para o curto-prazo, recuperando das perdas de meados de abril. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD que apresenta um sinal de compra, também apontam para esta perspetiva, sendo esperado que o petróleo continue os ganhos no curto-prazo, provavelmente realizando um teste aos $115/barril.

| Ouro renova mínimos de fevereiro

Pela segunda semana consecutiva os preços do ouro registaram uma variação semanal negativa, ainda que ligeira, renovando mínimos de fevereiro de 2022 a meio da semana. O metal precioso está a desvalorizar num momento em que os receios ligados ao aumento da inflação estão a deixar os investidores mais interessados noutros ativos, como é o caso das obrigações e do dólar norte-americano. As subidas das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra e pela Reserva Federal norte-americana também pressionaram os preços do ouro.

Com as perdas das últimas semanas, o ouro intensifica a perspetiva bearish para o curto-prazo, à medida que o MACD apresenta um forte sinal de venda. O metal-precioso segue a consolidar abaixo dos $1900 e é esperado que recue no curto-prazo, com o próximo suporte a situar-se nos $1850.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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