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IMF – Inflação da ZE em terreno ainda mais negativo

Economia do Canadá recupera para 75% dos níveis pré-pandémicos; Inflação da ZE em terreno ainda mais negativo; Fracas perspetivas da procura levam crude a queda semanal de 7%; Ouro regista ganhos semanais, beneficiando do estatuto de “ativo refúgio”.

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| Economia do Canadá recupera para 75% dos níveis pré-pandémicos

A economia do Canadá necessitou apenas de quatro meses para recuperar quase ¾ das perdas registadas durante a pandemia, mas a recuperação dos restantes 25% poderá demorar anos. A produção cresceu 4% em julho e agosto, levando o PIB para níveis cerca de 95% dos níveis de fevereiro. É de notar que no auge da recessão em abril, este nível era de 82%. A recuperação está a ser consideravelmente mais rápida do que o esperado. Não obstante, a melhoria da situação é assimétrica, o ritmo está a diminuir e um aumento recente no número de casos de Covid-19 nas maiores províncias do país está a ameaçar avanços futuros. Nota-se que apenas ¼ das indústrias canadianas recuperou para níveis pré-pandémicos de produção. O setor das artes e entretenimento foi o mais atingido, com a produção de julho 53% abaixo dos níveis de fevereiro. Os serviços de hotelaria e de alimentação caíram em um terço. Estes fatores sugerem que o resto da recuperação deverá ser mais lenta.

Tecnicamente, o Eur/Cad ressaltou nos 61,8% de retração de fibonacci (C$1,54). Nas últimas semanas começa a apresentar uma perspetiva ligeiramente mais bullish para o curto-prazo, registando mínimos relativos cada vez mais elevados, à medida que transaciona dentro do canal de tendência ascendente. O MACD inverteu o sinal de venda, suportando esta perspetiva e sinalizando a possibilidade de um teste aos 100% de retração (C$1,60 no curto-prazo).


| Inflação da ZE em terreno ainda mais negativo

Na última semana, o tema da inflação dominou as atenções na Europa. Christine Lagarde apresentou uma postura claramente dovish ao discutir a revisão em curso da política monetária do BCE. O principal destaque passa pela indicação de que vale a pena examinar uma estratégia ao estilo da Fed, que permite que a inflação suba temporariamente acima da meta de 2%, (após os preços terem ficado aquém desse nível nos últimos anos) para compensar os períodos de crescimento mais baixo, e vice-versa. A descrição de Lagarde do cenário económico face ao qual a revisão de política do BCE está a ocorrer também sustenta uma postura expansionista. A possibilidade de esta perspetiva se concretizar acabou por aumentar no final da semana, após dados preliminares apontarem para que a inflação da ZE terá caído para território ainda mais negativo em setembro. Os números do Eurostat indicam que os preços se fixaram em -0,3% - a leitura mais baixa em quatro anos e inferior à de -0,2% prevista e registada em agosto. Numa nota ainda mais preocupante, a inflação subjacente caiu de 0,4% para 0,2%. Apesar de a fraca inflação poder ser explicada por motivos técnicos, nomeadamente um corte temporário do IVA na Alemanha, também destaca os riscos da fraca procura e da apreciação do euro, que amortece os preços das importações. Voltando as atenções para os EUA, o final da semana ficou marcado por um aumento da aversão ao risco, isto após Donald Trump ter testado positivo à Covid-19. Na sexta-feira foi divulgado o relatório de emprego dos EUA (Nonfarm Payrolls), que apresentou uma queda de mais de 50% do número de postos de trabalho criados em setembro, caindo para 661 mil, dos quase 1,5 milhões do mês anterior, ficando ainda aquém dos 850 mil previstos. O relatório, reflete um declínio considerável nos funcionários públicos, enquanto que os ganhos no retalho e nos trabalhadores temporários diminuíram. Para além disto, os pedidos de subsídio de desemprego, que permanecem elevados, juntamente com os anúncios desta semana de dezenas de milhares de demissões, também indicam problemas económicos generalizados.

Tecnicamente, após vários meses a lateralizar entre os $1,17 e $1,20, o Eur/Usd quebrou em baixa o limite inferior de este intervalo. Não obstante, as perdas foram temporárias, tendo o par ressaltado no suporte dos $1,16. Assim, poderá considerar-se, que esta foi apenas uma ligeira correção, voltando o par para o intervalo no qual vinha a transacionar e com todos os indicadores técnicos a sugerir que a consolidação dentro deste continue no curto-prazo.


| Fracas perspetivas da procura levam crude a queda semanal de 7%

Os preços do petróleo voltam a encerrar a semana com perdas expressivas, registado uma queda semanal de 7%. A matéria-prima foi pressionada, sobretudo, pelas perspetivas negativas da procura de combustível, que continuam a sofrer com a propagação do Covid-19. A depreciação do dólar e também o anúncio de que Donald Trump, presidente dos EUA, testou positivo à Covid-19, também contribuíram para as quedas do crude. A apresentar algum suporte, os inventários de crude nos EUA voltaram a recuar pela terceira semana consecutiva, de acordo com a EIA em cerca de 2 milhões de barris na semana passada, sendo o valor mais baixo desde abril e contrariando o aumento de cerca de 1,5 milhões esperado.

A nível técnico, o crude não obteve sucesso no teste aos $40, acabando por recuar novamente para próximo dos $36/barril. O ouro negro não apresenta uma perspetiva clara para o futuro, estando todos os fatores a indicar que este permaneça a lateralizar neste intervalo no curto-prazo.


| Ouro regista ganhos semanais, beneficiando do estatuto de "ativo refúgio"

Após ter recuado para níveis em torno dos $1850 a semana passada, o ouro regressou aos ganhos, acabando por fechar sexta-feira em torno dos $1900/onça. O metal precioso beneficiou do seu estatuto de "ativo de refúgio", numa altura em que a aversão ao risco aumentou, como resultado da evolução global do Covid-19, fracos dados macroeconómicos das maiores economias globais, e a depreciação do dólar.

Tecnicamente, após ter lateralizado entre os $1900 e $2000 desde meados de agosto, na semana passada, o metal precioso quebrou em baixa este intervalo, tendo recuado até aos $1850. Neste suporte o ouro ressaltou, estando, de momento, a testar a resistência dos $1900. Não obstante, por agora a tendência continua a ser de queda, à medida que o metal transaciona dentro do canal de tendência descendente (vermelho tracejado), sendo necessário quebrá-lo em níveis ligeiramente acima dos $1900 para confirmar uma inversão de tendência.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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