Trading IMF – Libra quebra canal descendente de longo-prazo

IMF – Libra quebra canal descendente de longo-prazo

Possibilidade de Brexit sem acordo pressiona libra britânica; Crise na Turquia arrasta euro consigo; Sanções dos Estados Unidos ao Irão dão suporte ao crude; Ouro consolida após teste aos $1200
IMF – Libra quebra canal descendente de longo-prazo
Possibilidade de Brexit sem acordo pressiona libra britânica

A economia britânica acelerou no segundo trimestre, após um trimestre rigoroso no início de 2018, mas acabou por perder algum impulso em junho, enaltecendo um desempenho hesitante a menos de oito meses do Brexit. O Ministro do Comércio afirmou que a probabilidade de um Brexit sem acordo é de 60-40, apesar de uma sondagem da Reuters apontar para uma probabilidade de 25%. Contudo, caso isso aconteça, metade da população britânica indica que a decisão final sobre a saída da UE deverá ser submetida num referendo.

Numa perspetiva técnica, o Eur/Gbp quebrou o canal descendente de longo-prazo e afastou-o, atingindo níveis acima dos £0.90. Contudo, ao entrar em oversold, demonstrou alguma fragilidade e corrigiu, novamente, para níveis em torno dos £0.8960. O MACD já desvaneceu parte da perspetiva bullish e poderá indicar que o máximo de 11 meses atingidos poderá ser o pico para os próximos períodos.

Crise na Turquia arrasta o euro consigo

Mais uma semana de tensões comerciais, com a China a anunciar uma retaliação com tarifas de 25% em $16 mil milhões de importações provenientes dos EUA. É de notar que os EUA terão publicado um dia antes uma lista de taxas aduaneiras sobre $16 mil milhões de importações chinesas. A crise na Turquia em conjunto com a queda da lira turca despoletou ondulações nos mercados de ações globais e emergentes, com o aumento dos receios a fazer com que os investidores voltassem para a segurança de ativos como o iene e títulos do governo dos EUA. O Banco Central Europeu está preocupado com a exposição dos bancos europeus à Turquia, podendo isto influenciar a data para a finalização do programa de quantitative easing em dezembro.

Tecnicamente, o Eur/Usd, após dois testes ao limite inferior do triângulo descendente, acabou mesmo por quebrar esse suporte, afastando a retração de 100% de fibonacci. O par ao dar continuidade à tendência registada antes da formação, acabou por testar o novo suporte nos $1.1410-$1.1430. O MACD apesar de ainda manter o sinal de venda, vê o RSI a apontar para uma correção em alta.

Sanções dos Estados Unidos ao Irão dão suporte ao crude

No início da semana, as sanções impostas ao Irão por parte dos Estados Unidos juntamente com a queda dos stocks de petróleo deram algum impulso à matéria-prima. Adicionalmente, a EIA estimou que o crescimento da produção de petróleo para 2018 irá abrandar. Contudo, a desaceleração das importações de petróleo da China fez com que o barril caísse em torno de $3 na quarta-feira.

Tecnicamente, após a última quebra em baixa da linha de tendência ascendente, o crude demonstrou um afastamento da mesma, estando a definir uma nova tendência de curto-prazo. A matéria-prima encontra-se numa bandeira bullish, indicando que há possibilidade de uma apreciação para níveis superiores a $69 seja registada, após o ressalto ao canal descendente.

Ouro consolida após teste aos $1200

O ouro não apresentou grandes variações no desenvolver da última semana, resistindo ao avanço do dólar, talvez com o suporte dado pela entrada em vigor de novas tarifas. Contudo, a valorização do dólar face ao euro, na sexta-feira, conseguiu pressionar ligeiramente esta matéria, apesar das tensões geopolíticas com a Rússia e EUA não influenciarem a negociação. O maior ETF de ouro do mundo caiu para o valor mais baixo desde agosto de 2017.

A nível técnico, o ouro segue a negociar dentro do canal descendente e a testar o suporte a $1200. Os indicadores técnicos dão um ligeiro tom de venda. Contudo, para definir a continuidade da tendência descendente o suporte mencionado terá de ser quebrado, abrindo terreno para um teste aos $1180.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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