Análise Técnica IMF – Perspetiva dovish do RBA pressionou o dólar australiano

IMF – Perspetiva dovish do RBA pressionou o dólar australiano

Dólar australiano pressionado por perspetiva dovish do RBA; Eur/Usd alcançou novos mínimos de quase dois anos; Crude registou a pior queda semanal do ano; Ouro recupera, após ser pressionado por um dólar mais forte.
IMF – Perspetiva dovish do RBA pressionou o dólar australiano

Dólar australiano pressionado por perspetiva dovish do RBA

O dólar australiano tem vindo renovar mínimos de inícios de janeiro face ao dólar, à medida que o mercado vai descontando a possibilidade de dois cortes de taxas este ano e ainda a de um terceiro em 2020. Os mercados têm quase a certeza de que o RBA irá cortar as taxas de juros de 1.5% para 1.25% na próxima reunião de política monetária a 4 de junho – a primeira flexibilização desde 2016. Os futuros mostram uma probabilidade de 93% de corte para o próximo mês e já descontam totalmente a possibilidade de uma descida de taxas para 1% em novembro.

Tecnicamente, depois do rally registado o par negoceia em níveis overbought, junto de um suporte bastante robusto e com o MACD a inverter o sinal de compra. Espera-se que o par acabe por recuar corrigindo a recente série de ganhos e libertando alguma pressão de compra.


Eur/Usd alcançou novos mínimos de quase dois anos

O Eur/Usd alcançou esta semana mínimos de quase dois anos, próximo dos $1.11. O par tem vindo a ser pressionado pela postura paciente da Fed, diminuição da confiança por parte do BCE sobre o crescimento económico da Zona Euro para o segundo semestre e pelas ligeiras turbulências orçamentais em Itália. No entanto, a perspetiva de que o dólar é beneficiado pela guerra comercial começa a dissipar-se, à medida que os dados macroeconómicos mostram um claro sinal de abrandamento influenciado pelas tensões, com o PMI industrial a recuar a mínimos de uma quase década.

Tecnicamente, o Eur/Usd encontrou suporte nos $1.1110 e acabou por ressaltar, testando novamente os $1.12. O MACD inverteu o sinal de compra e poderá levar o par a quebrar em alta os $1.12 e, posteriormente, testar os $1.1250.


Crude registou a pior queda semanal do ano

Embora tenham recuperado de algumas das perdas na sexta-feira, os preços do petróleo registaram a pior queda semanal do ano, com o preço do crude a recuar mais de 5% na quinta-feira. Os preços foram pressionados principalmente pelos dados provenientes dos EUA que mostram uma forte subida dos inventários. O escalar da guerra comercial entre os EUA e China e o abrandamento da economia mundial também agravaram os preços do ouro negro.

Tecnicamente, após ter subido até à resistência em torno dos $63.80, o crude recuou até ao suporte dos $57 - 61.8% de retração de fibonacci. O MACD dá sinal de venda e tendência a curto-prazo parece ser em baixa. No entanto, o par deverá corrigir em alta até aos $60, antes de prosseguir com as quedas.

Ouro recupera, após ser pressionado por um dólar mais forte

O ouro chegou a testar no início da última semana mínimos de duas semanas, pressionado com a subida do dólar, que alcançou máximos de um mês face a um conjunto de moedas. No entanto, a matéria-prima acabou por ganhar terreno e voltou aos $1285, impulsionado pelos fracos dados nos Estados Unidos que reavivaram as preocupações com o abrandamento económico.

Tecnicamente, apesar de manter uma ligeira perspetiva bearish, o ouro volta a negociar próximo do limite superior do canal ascendente, mas sem sinais claros de tendência. No entanto, o suporte em torno dos 1265-1270 tem demonstrado alguma robustez, podendo a matéria-prima ter dificuldade em quebrá-la e poderá ressaltar até aos $1290.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.




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