Análise Técnica IMF – PSI 20 pode finalmente recuperar

IMF – PSI 20 pode finalmente recuperar

Índice de Lisboa dá sinal de força com quebra de resistência importante. Euro/Dólar é rejeitado a $1.0900 e corrige em baixa. Crude recupera terreno e ouro recua ligeiramente.
IMF – PSI 20 pode finalmente recuperar
O PSI 20 segue com tendência de baixa desde os 6350 pontos, atingidos em abril de 2015, tendo atingido mínimos desde 1996 em junho de 2016, nos 4175 pontos. Desde aí, o índice tem estado numa consolidação, visível no padrão triangular que foi quebrado em alta, na última semana. Com esta subida, o PSI 20 ultrapassou também a importante resistência dos 4850 pontos.
Neste momento o índice negoceia em máximos desde maio de 2016, estando já a testar a referência técnica e psicológica dos 5000 pontos. Dada a natureza impulsiva do movimento, é plausível que esta zona seja aproveitada para uma correção/consolidação. Em todo o caso, o índice anulou o cenário de máximos relativos cada vez mais baixos, dando assim a indicação de força mais relevante dos últimos meses para o cenário de médio prazo. Para esse horizonte temporal, a quebra do triângulo permite projetar uma recuperação até à região dos 5515 pontos, que coincide também com correção de 61.8% desde 6350 a 4175 pontos.


Euro/Dólar recua após máximos desde novembro
O Eur/Usd negociou momentaneamente acima de $1.0900, mas ressaltou em baixa para mínimos de duas semanas, abaixo de $1.0700. A divergência de políticas monetárias voltou a justificar o comportamento do câmbio: a inflação na zona euro caiu, e do BCE surgem sinais de que não será sinalizada uma subida de taxas de juro na reunião de abril; nos EUA, alguns membros da FED recordaram que duas subidas de taxas, em 2017, continuam a ser o cenário central.
Tecnicamente, o Eur/Usd terá formado um "topo" nos $1.0900, tendo já quebrado um suporte importante nos $1.0710. O movimento de alta iniciada em janeiro, nos $1.0350, não está para já comprometido (o cenário de máximos e mínimos cada vez mais altos ainda prevalece). Contudo, no curtíssimo prazo o par sugere uma continuidade do recuo até à zona de $1.0600.

CRUDE volta a negociar acima dos $50
O crude recuperou quase 5% na última semana, beneficiando do regresso de problemas com milícias na Líbia, que afetou a produção de petróleo. A subida dos inventários nos EUA, na última semana, ficou também abaixo do esperado.
Do ponto de vista técnico, foi respeitada a zona de resistência que engloba os $47.00/20 (correção de 61.8% da subida de $42.20 a $55.20), e a trendline ascendente, traçada desde os mínimos de abril de 2016. O crude já deu um sinal de correção com a quebra em alta dos $50.00, devendo agora testar os $51.00 (suporte anterior e 50% da descida desde $55 a $47.00). Apenas uma eventual quebra neutraliza a toada de baixa no curto prazo, que para já continua válida.

OURO vulnerável a uma correção em baixa
O ouro estabilizou durante alguns dias em torno dos $1250, mas a recuperação do dólar colocou alguma pressão sobre o ouro no final da semana.
No cenário técnico, o metal precioso parece ter sido mais uma vez rejeitado na zona de resistência que abrange os $1260 e a média móvel de 200 dias. A hipótese de formação de novo máximo relativo é relevante, já que abre espaço à formação de um "duplo topo". Este é um padrão de reversão que neste caso poderá comprometer a recuperação em alta, iniciada em dezembro, ainda que tal seja confirmado apenas abaixo dos $1190. Em todo o caso, no curtíssimo prazo há condições para uma correção até à zona dos $1220/30.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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