Análise Técnica IMF – PSI 20 recupera da queda acentuada recente

IMF – PSI 20 recupera da queda acentuada recente

PSI 20 valorizou cerca de 4% em apenas três dias; Eur/Usd ressalta na zona dos $1.1500; Crude mantém-se acima da linha de tendência; Ouro consolida em torno dos $1300.
IMF – PSI 20 recupera da queda acentuada recente
PSI 20 valorizou cerca de 4% em apenas três dias

Após ter caído mais de 7% em apenas cinco dias, o PSI 20 reagiu em alta, tendo recuperado quase 4% desde os mínimos de cerca de oito semanas. O índice português foi bastante penalizado pela situação política em Itália, sendo que, após o novo acordo para a formação de governo entre o Movimento Cinco Estrelas e a Liga Norte, o PSI 20 seguiu a tendência europeia e valorizou. O Millennium BCP, que havia sido um dos principais contribuidores para a queda do índice, foi nas últimas sessões da semana o principal impulsionador, recuperando das perdas com a incerteza à volta da situação em Itália e tendo valorizado mais de 11% em apenas três dias.

Tecnicamente, o PSI 20 embateu na linha de tendência de longo prazo iniciada no final do primeiro trimestre do ano passado, tendo ressaltado na mesma. O índice português acabou por encerrar a última sessão da passada semana nos 5517 pontos, após quebrar em alta as resistências dos 5425.75 e o nível de retração fibonacci dos 38.2% nos 5494.5 pontos. No gráfico diário, o Estocástico aponta para um movimento de alta, algo que poderá ser confirmado caso as médias móveis no MACD se intercetem. A próxima resistência fixa-se nos 5630.50 pontos.

Eur/Usd ressalta na zona dos $1.1500

Esta semana o par foi alvo de grande volatilidade devido à crise política na Itália. O presidente Mattarella recusou empossar o eurocético Savona como Ministro da Economia, tendo o diferencial dos yields a 10 anos da Itália e da Alemanha atingido máximos de quatro anos. O presidente da Itália ainda nomeou um antigo membro do FMI como primeiro-ministro interino com a missão organizar novas eleições, mas o "Movimento 5 estrelas" e a "Liga" acabaram por chegar a acordo e formaram governo. Adicionalmente, os EUA impuseram as tarifas aduaneiras à UE sobre o aço e alumínio.

Numa perspetiva técnica, o Eur/Usd mantém a tendência de queda numa perspetiva alargada, com a MACD, no gráfico diário, a manter os sinais bullish. Contudo, o par acabou por ressaltar na média móvel de 365 dias, voltando a níveis em torno de 1.1700, após entrar em oversold. O par poderá apresentar algumas correções a níveis superiores mantendo a tendência atual.

Crude mantém-se acima da linha de tendência

O Crude registou uma queda acentuada na última semana, afastando cada vez mais os máximos desde 2014. A Rússia e a Arábia Saudita mostraram-se dispostos a aumentar a sua produção em 1 mbd, dado a possibilidade destes países reduzirem os cortes de produção para compensar as reduções esperadas para a Venezuela e Irão. Nos Estados Unidos, o número de poços ativos subiram bastante, para máximos de 2015, um sinal de que a produção neste país irá continuar a crescer para novos recordes. O spread entre o Brent e o WTI alargou para níveis não visto desde 2015.

Tecnicamente, o petróleo continua a negociar pouco acima da principal linha de tendência ascendente que une os mínimos desde julho de 2017. A quebra desta linha que nesta altura atravessa valores próximos dos $65.80, abre espaço para um recuo até ao perto dos $62. No caso de subida temos os $70 como principal resistência.
Ouro consolida em torno dos $1300

O ouro seguiu em consolidação na semana passada entre os $1293 e os $1306.5, tendo recuperado ligeiramente dos mínimos de janeiro atingidos no dia 21 de maio nos $1281.76. O metal precioso manteve a sua cotação estável à medida que os investidores aguardam pela próxima reunião da FED e por uma possível subida nas taxas de juro.

A nível técnico, no gráfico diário, o MACD aponta para uma valorização do par. O ouro viu a sua cotação derrubar em alta o limite superior da cunha descendente, o que aumenta as probabilidades de um rally no curto prazo. Para além disso, o nível de retração fibonacci dos 50% nos $1301 também foi ultrapassado, apesar de o metal precioso ter embatido na média móvel de 200 dias e recuado ligeiramente. Caso a commodity dê seguimento à sua valorização, será expectável um teste ao nível de retração fibonacci dos 38.2% nos $1316.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.