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IMF – Reunião do BCE ofereceu suporte ao Eur/Usd

Libra recupera de perdas geradas pelo aumento dos impostos no Reino Unido; Reunião do BCE ofereceu suporte ao Eur/Usd; Petróleo sem grande variação semanal, perto dos $70/barril; Valorização do dólar condicionou o ouro

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| Libra recupera de perdas geradas pelo aumento dos impostos no Reino Unido

Na última semana, o Eur/Gbp atingiu mínimos de 1 mês, com a libra a recuperar o terreno perdido desde o anúncio de um aumento de impostos no Reino Unido para financiar despesas de saúde e cuidados sociais. Destaque para as declarações do governador do Banco de Inglaterra, Andrew Bailey, que afirmou estar entre aqueles que pensam ter sido atingidas as condições mínimas para considerar um aumento da taxa de juro à medida que a economia britânica recupera da quebra de quase 10% no início de 2020. Nesta vertente, dados revelados na sexta-feira mostraram que o PIB do Reino Unido cresceu 0,1% em julho face a junho, permanecendo 2,1% abaixo do nível pré-pandémico de fevereiro de 2020. Este foi o sexto mês consecutivo de crescimento do PIB, embora os analistas tivessem previsto um crescimento de 0,6%. Também no final da semana, uma sondagem da Reuters mostrou que se acredita que o BoE irá aumentar as taxas de juro até ao final de 2022, mais cedo do que se pensava anteriormente, havendo ainda uma hipótese de que surja ainda mais cedo, uma vez que uma recuperação económica sólida da pandemia e uma inflação elevada poderá contribuir para esta decisão.

Mesmo com as perdas desta semana, o Eur/Gbp continua a apresentar uma perspetiva neutra a curto/médio-prazo, com o par a lateralizar entre os £0,845 e os £0,87 desde fevereiro de 2021, com tudo a apontar para que a tendência se mantenha.


| Reunião do BCE ofereceu suporte ao Eur/Usd

O Eur/Usd registou a primeira semana de quedas desde finais de agosto. Contudo, as perdas foram minimizadas no final da semana, após a reunião da política monetária do Banco Central Europeu. A principal surpresa da reunião foi a revelação de que o BCE irá abrandar o ritmo do programa de compras de ativos de emergência pandémica (PEPP) ao longo do próximo trimestre. Apesar de não terem sido divulgados nenhuns valores concretos sobre este abrandamento, o Banco Central afirmou que o ritmo de compras mensais será "moderadamente inferior" aos €80 mM verificados nos dois trimestres anteriores. Sem surpresas, o Banco manteve a sua taxa de juro diretora inalterada em -0,5%, indicando que não irá realizar uma subida até a inflação atingir de forma sustentável a meta de 2%. Já o programa de QE "regular" permanece a um ritmo de €20 mM por mês. No mesmo dia, na conferência de imprensa, Christine Lagarde, presidente do BCE, revelou uma perspetiva mais otimista para o futuro, esperando agora que o PIB da ZE cresça 5% este ano, acima dos 4,6% esperados em junho. Para 2022 espera um crescimento de 4,6% (inferior aos 4,5% anteriores) e para 2023 manteve a previsão. Também espera que a inflação em 2021 se fixe em 2,2% e em 2022 em 1,7%. Ainda sobre a Zona Euro, a meio da semana foi revelado que o PIB dos 19 países aumentou 2,2% em cadeia nos três meses até julho e +14,3% face ao período homólogo. As estimativas anteriores apontavam para +2% e +13,6%, respetivamente.

A nível técnico, mesmo com as perdas da última semana, o Eur/Usd continua a apresentar uma perspetiva ligeiramente bullish para o curto prazo. O par falhou o teste aos $1,19 no início da semana, mas encontrou um suporte sólido nos $1,18. O MACD continua a apresentar um solido sinal de compra, o que pode sinalizar que o Eur/Usd realize novo teste à resistência dos $1,19 no curtíssimo prazo.


| Petróleo sem grande variação semanal, perto dos $70/barril

Após duas semanas consecutivas de ganhos, os preços do petróleo registaram uma variação semanal praticamente nula. Por um lado, as consequências do Furacão Ida, que levou a uma quebra de 80% na produção de petróleo no Golfo do México, assim como os protestos na Líbia, que está a ameaçar a estabilidade da produção no país, que é um dos maiores membros da OPEP, foram os principais fatores a contribuir para a estabilidade dos preços do petróleo. Por outro lado, a Administração chinesa das reservas estatais de crude anunciou que irá libertar parte das suas reservas para o mercado, através de leilões públicos, de modo a reduzir a pressão dos elevados custos para as refinarias nacionais. Esta é uma medida sem precedentes, uma vez que Pequim nunca tinha recorrido às suas reservas petrolíferas, mas agora considera necessário para diminuir a pressão sobre as refinarias do país. Destaque também para as reservas norte-americanas de crude, que diminuíram em 1,53 milhões de barris na semana passada.

Tecnicamente, mesmo com a consolidação desta semana, o crude continua a apresentar uma perspetiva bullish para o curto-prazo, seguindo em torno da resistência dos $70/barril. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apoiam esta perspetiva, sendo esperado que o petróleo quebre em alta esta resistência no curto/médio-prazo.


| Valorização do dólar condicionou o ouro

Os preços do ouro registaram uma variação semanal negativa, tendo recuado quase 2%. A valorização do dólar no início da semana, assim como a "yield" da dívida norte-americana a 10 anos, que subiu para máximos de mais de uma semana, foram os principais fatores a contribuir para o fraco desempenho do metal precioso. Contudo, os riscos de que a variante Delta da Covid-19 possa desacelerar o ritmo da recuperação económica global limitaram quedas mais expressivas do ouro.

Tecnicamente, com as perdas da última semana, o ouro apresenta uma perspetiva mais bearish para o curto-prazo. Os indicadores técnicos suportam esta perspetiva, estando o MACD próximo de inverter o sinal de compra. É esperado que o ouro consolide em torno dos $1800/onça, existindo a possibilidade de um teste aos $1750/onça no médio-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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