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IMF – “Segunda vaga” pode gerar recessão de 2 dígitos na ZE?

Decisão do PayPal garante futuro de criptomoedas como meio de pagamento? ”Segunda vaga” pode gerar recessão de 2 dígitos na ZE?; Semana calma para o crude. Perspetivas de procura deterioram-se; Ouro segue a lateralizar, mas perspetivas apontam para subida

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| Decisão do PayPal garante futuro de criptomoedas como método de pagamento?

A generalidade das criptomoedas registou ganhos na última semana. De entre estas, a famosa Bitcoin valorizou mais de 14%, para novos máximos de junho de 2019, chegando mesmo a ultrapassar a marca dos $13 mil. A subida ocorre após a gigante de pagamentos digitais PayPal ter anunciado que irá permitir a utilização de criptomoedas pelos seus clientes. Será agora possível comprar, vender e manter moedas digitais, não só a Bitcoin, mas também outras como Ether, Bitcoin Cash e Litecoin, através das suas carteiras digitais. Para além de isto poderão utilizar o dinheiro virtual para fazer compras nos mais de 26 milhões de comerciantes presentes na rede do PayPal, muito embora os vendedores recebam a sua conversão nas resptivas moedas fiduciárias. Os entusiastas por criptomoedas saudaram a decisão como o momento de "ponto de viragem" para a nova tecnologia na sua corrida para se tornar num meio de pagamento comum a nível mundial. Será tal afirmação verdade? É difícil de responder. Por um lado, os desenvolvimentos são positivos para o futuro das moedas. Por outro, para muitos analistas especializados na área das fintech, os detentores de estas moedas consideram-nas mais como um ativo de investimento do que um meio de pagamento. Esta perspetiva é apoiada por um estudo da Chainanalysis, que mostrou que a maioria dos detentores não utilizam a Bitcoin para além da especulação, sendo apenas 1,3% das transações foram realizadas por comerciantes.

Tecnicamente, a Bitcoin apresenta uma tendência de alta desde o início do segundo trimestre. A perspetiva bullish tem vindo a intensificar-se nos últimos dias, com o MACD a ampliar cada vez mais o sinal de compra. No entanto, para dar continuidade aos ganhos a moeda terá de quebrar a atual resistência dos 61,8% de retração de fibonacci ($13 350). Existem sinais de que tal poderá acontecer no curto-prazo. Se tal se provar, a moeda terá caminho aberto até aos máximos históricos dos 100% de retração, à volta dos $19 660.


| "Segunda vaga" poderá gerar recessão de 2 dígitos na ZE?

A última semana foi positiva para o Euro, que voltou a ganhar terreno, regressando para níveis acima dos $1,18. Os ganhos do par foram reflexo da emissão de dívida conjunta por parte da Comissão Europeia, esta semana, e da aproximação das eleições para a Casa Branca. Nos EUA, os Democratas e Republicanos continuam a não conseguir chegar a um consenso sobre o pacote de estímulos económicos, sugerindo que tal não deverá acontecer antes das eleições de 3 de novembro. Já na Europa, as negociações do acordo comercial pós-Brexit continuam, mas (ao momento de redação) ainda não existem desenvolvimentos. Para além de isto, dados macroeconómicos divulgados na sexta-feira realçaram o impacto da segunda vaga da pandemia. O PMI preliminar (IHS Markit) da ZE caiu para território de contração (49,4) em setembro, com a renovação das restrições a condicionar muitos negócios. Os principais danos foram causados no setor terciário, no qual o PMI caiu para 46,2 pontos. O setor industrial continua de vento em popa, saltando para 58 pontos, mas ainda assim não foi suficiente para ofuscar as perdas do dominante setor dos serviços. Estes dados vêm de certa forma alimentar as expetativas de que a economia dos 19 países da ZE venha a contrair a um ritmo de dois dígitos este ano. Nos EUA, foram também revelados os PMIs preliminares de outubro, com resultados algo inversos aos europeus. Na maior economia do mundo, o PMI industrial surpreendeu pela negativa, fixando-se em 53,3 pontos, enquanto que o dos serviços apresentou uma forte subida até os 56.

Tecnicamente, o Eur/Usd vem a lateralizar entre os $1,17 e $1,20 nos últimos meses. Recentemente o par quebrou em alta o limite superior do canal de consolidação, estando já a transacionar à volta dos $1,1850 – máximos de 1 mês. O MACD inverteu o sinal de venda, podendo sinalizar um novo teste aos $1,20 nas próximas semanas.


| Semana calma para o crude. Perspetivas de procura deterioram-se.

Os preços do petróleo voltaram a registar uma semana calma, lateralizando à volta dos $40/barril. Os inventários de petróleo nos EUA recuaram menos do que o esperado na semana com término a 16 de outubro, tendo recuado em 1,001 milhões de barris, face ao decréscimo de 3,818 milhões dos sete dias anteriores, mostrando a fragilidade e o abrandamento da recuperação da procura da matéria-prima. Na temática dos estímulos económicos nos EUA, as negociações seguem num impasse, o que também acabou por impossibilitar uma subida do ouro negro. Destaque também para o ministro da energia da Arábia Saudita, que durante a reunião da OPEP esta semana, pediu aos restantes membros da organização que fossem mais proativos face à incerteza no que toca à procura.

A nível técnico, não existem novidades acerca do crude. A matéria-prima permanece a lateralizar à volta dos $40/barril e tudo aponta para que a tendência se mantenha, pelo menos no curtíssimo-prazo. O sinal praticamente nulo do MACD suporta esta perspetiva.


| Ouro segue a lateralizar, mas perspetivas apontam para subida

O ouro ainda ganhou algum terreno na terça e quarta-feira, mas acabou por fechar a semana com uma variação praticamente nula. O ouro não conseguiu capitalizar a desvalorização do dólar nem a evolução global da pandemia da Covid-19. O facto de o pacote de estímulos nos EUA parecer poder ser apenas aprovado após as eleições de novembro alimentou alguma aversão ao risco.

Tecnicamente, o ouro quebrou em alta o limite superior canal de tendência descendente dentro do qual vinha a transacionar desde inícios de agosto, reforçando uma ligeira perspetiva bullish do metal precioso para o curto-prazo. Poderá ser assim esperada uma subida até aos $2000.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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