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IMF – Stoxx 600 deverá fechar o ano em máximos históricos

Stoxx 600 deverá fechar o ano a somar 25% e em máximos históricos; Eur/Usd fecha a semana a testar suporte relevante dos $1.1180; Petróleo segue em máximos de 3 meses, beneficiando do alívio das tensões EUA-China; O ouro soma mais de 18% em 2019 e deverá fechar acima dos $1500/onça

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Stoxx 600 vai fechar o ano a somar 25% e em máximos históricos

O Stoxx 600 vai fechar o ano em máximos ou próximo de máximos históricos. O motivo para a subida do Stoxx 600 em muito se baseia na diminuição das incertezas sobre o Brexit, a melhoria nas perspetivas económicas e políticas em países como Itália e Grécia, a diminuição das tensões comerciais e os estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu. Será que este movimento irá perdurar para 2020? A recuperação económica do bloco permanece e já existem bons sinais de que a economia alemã está a afastar os receios de contração/recessão. Existe uma maior perspetiva de que estímulos fiscais irão em breve ser inseridos, complementando as medidas de flexibilização monetária e dadas as incertezas em 2019 pode-se afirmar que alguns investidores poderão ter tido uma abordagem com maior aversão ao risco e ter ficado de fora este ano.

Tecnicamente, o Stoxx 600 fecha o ano a somar em torno de 25%. Apesar de o índice estar a fazer mínimos relativos cada vez mais altos, também o RSI aponta para uma zona de overbought, ou seja, o índice poderá corrigir em baixa no início do ano antes de dar seguimento às subidas.


Eur/Usd fecha a semana a testar suporte relevante dos $1.1180

Apesar de estar a tentar recuperar desde setembro as quedas deste ano, o par deverá fechar a cair em torno de 3%. Foi um ano forte para o dólar que veio a ser impulsionado por duas vertentes contrárias: o intensificar das tensões comerciais, refletindo-se como ativo de refúgio, e o moderar das mesmas, tendo em conta que é benéfico para a economia norte-americana e diminui as perspetivas de cortes de taxas por parte da Reserva Federal. Do lado do BCE, vimos um corte durante o ano e a retoma do quantitative easing. Para 2020, espera-se que a FED mantenha as taxas e permanecem algumas dúvidas relativamente à "revisão estratégica" que Lagarde propõe. As previsões apontam para um Eur/Usd a lateralizar no curto e médio-prazo, mas apontam para uma subida acima dos $1.13 no longo-prazo (12 meses). Dada a incerteza sobre as eleições nos EUA e a diminuição do spread de taxas em desfavor do euro, espera-se que o Eur/Usd recupere destes níveis em 2020.

Tecnicamente, o Eur/Usd ressaltou nos 50% de retração ($1.1080) mantendo a perspetiva bullish para o médio-prazo. No entanto, caso falhe o teste aos $1.1180, poderá manter a lateralizar no curto-prazo.


Petróleo segue em máximos de 3 meses, beneficiando do alívio das tensões EUA-China

Os preços do petróleo voltaram a encerrar a semana com um saldo positivo. A matéria-prima foi sustentada pelo aumento do apetite pelo risco derivado do potencial da assinatura de um acordo comercial entre Washington e Pequim, pelos cortes da OPEP e da Rússia, que deverão retirar do mercado cerca de 2% da oferta mundial de petróleo e pelas expetativas de um abrandamento do crescimento da produção de petróleo de xisto nos EUA. Adicionalmente, os inventários de crude dos EUA da EIA caíram consideravelmente mais do que o esperado (-5.474M vs -1.724M). Contudo, os ganhos do ouro negro estão a ser limitados pelo final da disputa entre o Kuwait e a Arábia Saudita, o que deverá trazer para o mercado mais meio milhão de barris.

Tecnicamente, o crude mantém a perspetiva bullish e aparenta estar próxima de realizar o limite superior do canal ascendente. No entanto, não aparenta ter a robustez necessária para o quebrar, devendo acabar por corrigir em baixa e posteriormente dar seguimento aos ganhos à medida que transaciona dentro do canal.


O ouro soma mais de 18% em 2019 e deverá fechar acima dos $1500/onça

O ouro deverá fechar este ano a somar mais de 18%, estando neste momento a negociar acima dos $1500/onça. Os fatores por trás desta valorização incidem sobre as incertezas comerciais proporcionados pelo protecionismo dos EUA e pelo Brexit, alguma instabilidade política em diversos países, abrandamento global e os receios de recessão em algumas das principais economias. A subida do dólar deste ano pressionou o desempenho do ouro, visto que a moeda norte-americana subiu grande parte de 2019 o que acaba por pesar sobre o "preço" do ouro face a investidores em moeda estrangeira.

Tecnicamente, o ouro afastou o intervalo de consolidação em que se inseria e acabou por romper em alta o limite superior do canal descendente. Esta quebra reflete uma inversão de tendência, podendo o metal precioso continuar a subir, no entanto, receia-se uma correção em baixa no curto-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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