Análise Técnica IMF – Tentativa de recuperação no gás natural

IMF – Tentativa de recuperação no gás natural

Eventual quebra de resistência abre margem para uma valorização de aproximadamente 65% desde os mínimos. FED pressiona dólar mas oferece suporte ao crude e ao ouro.
IMF – Tentativa de recuperação no gás natural

Tal como a generalidade das matérias-primas, o gás natural nos EUA apresentou no último ano um desempenho francamente negativo: o maior ETF sobre esta commoditie sofreu uma desvalorização superior a 50%. No entanto, nas últimas semanas tem efetuado uma tentativa de recuperação após a "base" formada nos $5.80, enfrentando agora uma importante zona de resistência entre os $7.10 e $7.90 (suporte e resistência anteriores e retrações de Fibonacci da descida entre $9.30 e $5.80), à qual se junta a trendline descendente iniciada em agosto. Ultrapassando estes níveis, há margem para uma progressão até $9.30, o que corresponderia a uma valorização de cerca de 65% desde os mínimos. Estas perspetivas de recuperação ficariam anuladas abaixo de $5.80.


• Euro/Dólar – FED pressiona dólar

A FED manteve inalteradas as taxas de juro, como esperado, mas o dólar recuou com a revisão das projeções de subidas de taxas de juro por parte dos membros do banco central. Estas colocam em causa uma subida na reunião de junho, que começava a ser incorporada pelo mercado.

O Eur/Usd vai formando máximos e mínimos relativos cada vez mais altos, mas falhou a primeira aproximação à zona de resistência entre $1.1350/80 (a última barreira antes dos $1.1500). Assim, o par pode agora sofrer uma correção em baixa, com os $1.1200/20 como primeiro suporte, ao qual se seguem os $1.1060. Em termos de médio prazo nada se alterou e permanece a tendência de lateralização.


•  CRUDE – Cenário de alta ganha sustentação


O crude subiu pela quinta semana consecutiva, renovando assim máximos desde o início de dezembro. O movimento deveu-se sobretudo ao encontro agendado para abril entre produtores de petróleo (OPEP, Rússia, entre outros), onde poderá ser acordado um congelamento dos níveis de produção.

Tecnicamente o crude vai também acumulando sinais de força, tendo desta vez ressaltado em alta após um período de consolidação, o que reforça o cenário construtivo em alta no curto prazo. Os $43.20/40 constituem o próximo objetivo – resistência anterior e projeção do "duplo fundo" formado nos $26.20 - cuja eventual quebra abre espaço até $48.00. Um sinal de "alerta" surge apenas abaixo dos $36.00.


•  OURO – Tendência de alta permanece válida


O ouro atravessa um período de consolidação após a forte subida iniciada em janeiro, mas recebeu algum suporte com as projeções da FED a apontarem para uma subida mais moderada das taxas de juro (o que reduz o custo de oportunidade de deter um ativo sem rendimento como o ouro).

O cenário técnico de alta no curto prazo não sofreu alterações, e poderá ter saído inclusivamente reforçado ao respeitar o suporte dos $1225 (anterior resistência), cuja quebra em baixa poderia gerar uma correção até $1190. Enquanto acima destes níveis mantém-se a toada de alta, com referência enquanto resistência nos $1300, uma barreira igualmente relevante em termos de médio e longo prazo. 





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