IMF – Inflação dos EUA acelerou em abril
Inflação dos EUA acelerou em abril; Economia do Reino Unido voltou a crescer no 1º trimestre; Petróleo novamente acima dos $100/barril; Ouro testa suporte dos $4500/onça.
| Inflação dos EUA acelerou em abril
A inflação nos EUA voltou a acelerar em abril, pressionada pela subida dos preços da energia e dos alimentos na sequência do conflito no Médio Oriente. O índice de preços no consumidor subiu 0,6% no mês e 3,8% em termos homólogos - o maior aumento anual em três anos. Os custos com bens energéticos representaram mais de 40% da subida mensal da inflação, com fortes aumentos nos preços da gasolina, combustíveis e eletricidade. Excluindo energia e alimentação, a inflação subjacente acelerou para 2,8% em termos anuais. A subida persistente dos preços reforça as expectativas de que a FED irá manter as taxas de juro elevadas durante mais tempo, numa altura em que cresce a pressão económica sobre as famílias e sobre a administração de Donald Trump.
O sentimento do mercado em torno do Eur/Usd foi predominantemente negativo na última semana. O par, que iniciou a semana próximo do nível dos $1,18, apresentou várias sessões consecutivas de desvalorização, tendo quebrado o suporte dos $1,17 na quarta-feira. Nas sessões seguintes, o Eur/Usd estendeu as perdas, renovando mínimos de mais de 1 mês pelos $1,1617. Com isto, o par voltou a negociar abaixo da sua média móvel de 200 dias ($1,1682). O indicador tem o sinal de venda do par aberto.
| Economia do Reino Unido voltou a crescer no 1º trimestre
A economia do Reino Unido registou um crescimento de 0,6% no primeiro trimestre do ano, marcando o terceiro ano consecutivo de crescimento no primeiro trimestre. Este desempenho beneficiou do mês de março, quando a economia do Reino Unido cresceu 0,3%, acima das expectativas de uma contração de 0,2%, sugerindo que a economia poderia estar mais saudável do que era esperado naquela altura. O setor dos serviços, a produção na construção e a indústria transformadora apresentaram todos um forte crescimento. Para além disso, dados do comercio revelaram um aumento de £1,8 mil milhões nas importações de combustível durante o mês de março, o terceiro maior desde 1997, o que reflete a vulnerabilidade do Reino Unido ao aumento dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente. Além disso, inquéritos realizados às empresas já apontam para um rápido aumento das pressões sobre os custos, o que poderá pesar sobre a atividade empresarial. Ou seja, a performance do 2º trimestre já poderá ser diferente.
O mercado tem apresentado um sentimento globalmente negativo para a libra, sobretudo depois dos mínimos de março do Eur/Gbp perto de £0,8620. Na última semana, o par deu continuidade a este sentimento, tendo conseguido ultrapassar novamente o nível dos £0,87, renovando máximos de mais de um mês pelos £0,8727. O indicador MACD abriu o sinal de compra para o par.
| Petróleo novamente acima dos $100/barril
A semana iniciou com os preços do petróleo sob pressão de alta, devido ao aumento das tensões geopolíticas após Donald Trump alertar para o risco do cessar-fogo com o Irão e a EIA prolongar a previsão de fecho do Estreito de Hormuz. Nas sessões seguintes, a tendência de subida foi reforçada por uma queda acentuada e inesperada nas reservas de crude e gasolina dos EUA, a par de notícias de que os ataques a refinarias reduziram a capacidade global de refinação em quase 9%.
Após uma semana de correção, que levou o preço do petróleo a renovar os mínimos de 22 de abril, a matéria-prima retomou a trajetória de ganhos na última semana, voltando a fixar-se acima do patamar dos $100/barril. Atualmente, o preço do barril de crude negoceia em torno dos $104, valor consideravelmente superior aos $88,6 registados na semana anterior.
| Ouro testa suporte dos $4500/onça
A semana iniciou com os preços do ouro a recuperarem ligeiramente, impulsionados pela incerteza geopolítica e pelo receio de um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz. No entanto, nas sessões seguintes, o preço da matéria-prima registou uma correção, à medida que os dados de inflação nos EUA reforçaram a força do dólar e as expectativas de juros elevados, penalizando a atratividade do metal precioso.
A última semana foi negativa para a cotação do ouro. Inicialmente, o metal precioso deu continuidade à recuperação da semana anterior, contudo, nas sessões seguintes, o sentimento inverteu-se, tornando-se predominantemente negativo. O preço voltou, assim, a testar o suporte dos $4 500/onça, um nível que se tem demonstrado robusto.
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