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IMF – Deutsche Bank estabiliza após forte desvalorização

Quebra de triângulo poderá definir nova tendência. Eur/Usd corrige após máximos de um mês. Crude avança para máximos de 11 meses.

Desde meados de 2015, o Deutsche Bank tem vindo a acumular uma desvalorização que supera já os 50%. As perdas foram estancadas nos últimos meses, com o banco alemão a formar desde os mínimos de fevereiro (€13.03) uma figura triangular simétrica. Este padrão é importante nesta altura na medida em que poderá ser a quebra de um dos seus limites a determinar se estamos apenas perante um período consolidação – que é o mais provável - com posterior retoma da tendência de baixa, ou de um momento de inversão a esse movimento. A quebra do triângulo do lado inferior teria projeções até valores abaixo dos €9.00 (níveis nunca antes observados), enquanto em alta projetaria uma recuperação até à zona em torno dos €21.00.


Euro/Dólar – Correção após máximos de um mês

O dólar continua sob pressão devido à perspetiva de que a FED não irá subir taxas de juro num futuro próximo. O Eur/Usd avançou até máximos de quase um mês, tendo ainda assim "aliviado" a subida no final da semana.
Tecnicamente, permanece válido o cenário construtivo em alta em termos de médio prazo, continuando a prevalecer o canal ascendente. No curto prazo, a subida foi para já travada nos $1.1420, sendo plausível que o Eur/Usd atravesse agora uma fase de consolidação nos níveis mais "neutrais" dos últimos meses, em torno de $1.1300. Um sinal de maior fragilidade ocorre apenas com uma eventual quebra em baixa dos $1.1060/$1.1100. Do lado superior, os $1.1500/30 mantêm-se como principal referência enquanto resistência.

CRUDE – Subida para máximos de 11 meses

O crude avançou para máximos desde julho de 2015, beneficiando da fraqueza do dólar, de uma descida nas reservas nos EUA, e das interrupções na produção que ainda se fazem sentir na Nigéria e no Canadá.
O crude ultrapassou a resistência técnica e psicológica dos $50.00, sendo que a próxima referência situa-se apenas em torno dos $54.00. A tendência de alta está em vigor, sustentada desde logo na trendline que vigora desde os mínimos de fevereiro. Uma indicação de correção surge abaixo dos $46.80, mas apenas a quebra em baixa da zona de suporte entre $41.90 e $43.20 dará sinais de reversão mais relevantes.

OURO – Impulso com perspetiva de manutenção de taxas de juro baixas

O ouro continua a beneficiar de a hipótese de uma subida de taxas de juro da FED ter ficado para já afastada, o que diminui o custo de oportunidade de deter ouro (um ativo sem rendimento). A desvalorização do dólar beneficia também o "metal precioso".
No cenário técnico não houve contudo alterações significativas, já que depois de ter prevalecido mais uma vez a zona de suporte em torno dos $1200, o ouro continua a lateralizar num intervalo entre $1200 e $1300. Apenas a quebra de um destes limites ajudará a determinar se este se trata de um período de consolidação da tendência de alta (resistência seguinte nos $1350), ou de reversão a esse movimento (abaixo dos $1200 haverá vulnerabilidade até aos $1110).


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.


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