Análise Técnica IMF – Peso mexicano prossegue tentativa de recuperação

IMF – Peso mexicano prossegue tentativa de recuperação

Dólar/Peso aproxima-se novamente de zona de suporte e mantém válido cenário de recuperação do peso. Euro/Dólar, crude e ouro perdem terreno.
IMF – Peso mexicano prossegue tentativa de recuperação
O peso mexicano atingiu em junho mínimos históricos face ao dólar, acima dos 19.50 pesos, numa altura em que a generalidade das moedas emergentes foi penalizada pela incerteza gerada no referendo do Reino Unido – o peso em particular por ser uma moeda facilmente transacionada dentro do grupo das economias chamadas "emergentes". Desde aí assistiu-se a uma correção, ligada também à recuperação dos preços do petróleo.
Tecnicamente, o Usd/Mxn voltou a recuar até aos 18.00 pesos, tendo ressaltado novamente nesta zona (que inclui também a linha de tendência ascendente formada desde o início do "bull market" em meados de 2014). Contudo, o par volta agora a aproximar-se desses níveis, cuja eventual quebra reforçaria as perspetivas de uma reversão ao movimento de alta no longo prazo (confirmadas abaixo dos 17.00/30 pesos). Este cenário de recuperação do peso apenas seria negado acima dos 19.00 pesos. Há a possibilidade de estarmos perante a formação de um "duplo topo" de longo prazo a 19.50 pesos por dólar.


• Euro/Dólar sofre correção em baixa

O Eur/Usd recuou na última semana, após vários membros da FED sinalizarem que a hipótese de uma subida de taxas de juro este ano tem vindo a ganhar força. Os dados económicos nos EUA têm sido também relativamente encorajadores.
O Eur/Usd tinha dado um importante sinal de força no curto prazo, ao quebrar em alta a resistência dos $1.1240, assim como o limite superior do canal descendente que vigorava desde maio. Contudo, o par falhou uma aproximação aos $1.1400/20, tendo já sofrido uma correção. O suporte mais próximo é agora formado pela trendline ascendente, traçada a partir dos mínimos de julho, cuja eventual quebra abriria espaço a uma correção mais significativa. Esta poderá estender-se até $1.1140/50, uma "zona pivot" nos últimos meses e 50% da subida entre $1.0950 e $1.1350.

• CRUDE mantém viés de alta

Uma subida inesperada nos stocks de petróleo nos EUA gerou um recuo dos preços do crude. Estes corrigiram entretanto parte das perdas, com indicações por parte do Irão de que poderá juntar-se a outros produtores num acordo para o congelamento dos níveis de produção.
A recuperação não impediu o primeiro recuo semanal (ligeiro) nas últimas quatro semanas. Contudo, tecnicamente o viés de alta no curto prazo não ficou comprometido, podendo até ter saído reforçado com o ressalto no suporte dos $46.00 (anterior resistência). Os $48.75 formam a resistência mais próxima, antes dos $50 (barreira técnica e psicológica). Do lado inferior, um sinal de fragilidade surge apenas abaixo da zona dos $44.00 (suporte anterior e 50% da subida de $39 a $49).
• OURO recua mas não compromete tendência principal

O ouro caiu nos últimos dias para mínimos de quatro semanas. A hipótese de a FED subir taxas de juro este ano ganhou força com as declarações de alguns dos seus membros, o que torna um ativo sem rendimento como o ouro menos apelativo.
O "metal precioso" deu um sinal de fragilidade no curto prazo com a quebra em baixa dos $1330, mas a principal zona de suporte mantém-se fixada nos $1300/$1310, não estando para já ameaçada. O ouro prossegue assim numa fase de consolidação ao movimento principal de alta, entre $1300 e $1375. Apenas uma eventual quebra em baixa colocaria em causa essa tendência, deixando nesse cenário o ouro vulnerável até $1250.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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