Análise Técnica IMF – Usd/Jpy ameaça suporte importante

IMF – Usd/Jpy ameaça suporte importante

Quebra de figura triangular poderá significar a retoma da tendência de baixa. Euro/Dólar continua a consolidar, crude quebra resistência e ouro testa suporte.
IMF – Usd/Jpy ameaça suporte importante
Em 2012, o Dólar/Iene (Usd/Jpy) iniciou um bull market que vigorou até meados de 2015, altura em que atingiu máximos desde 2002, em torno dos 125 ienes. A partir daí deu-se uma inversão no movimento, que foi interrompido nos últimos meses, com o par a encontrar suporte junto dos 99/100 ienes.
Contudo, neste período o Usd/Jpy formou um triângulo descendente, um padrão técnico cuja probabilidade de quebra em baixa é superior – a pressão vendedora é visível nos máximos relativos cada vez mais baixos. A tendência descendente no médio prazo poderá assim ser retomada em caso de quebra dos 99/100 ienes, o que deixaria o par vulnerável até à região dos 94 ienes (níveis de 2013). No caso de uma quebra em alta do limite superior do triângulo (uma trendline descendente), o Usd/Jpy oferece um primeiro sinal de correção de curto prazo, que apenas ganharia maior sustentação acima dos 104.30 ienes.




Euro/Dólar – Cenário de consolidação mantém-se

O Eur/Usd negociou sem tendência definida na última semana. Os receios em torno do Deutsche Bank vieram introduzir alguma volatilidade, mas não houve nenhum condutor de caráter fundamental a provocar um movimento significativo. Nos EUA, prossegue a incerteza quanto à atuação da FED nas próximas reuniões.
Tecnicamente o panorama de curto prazo mantém-se, prevalecendo o intervalo de consolidação entre $1.1130 e $1.1280. Mantém-se, contudo, um cenário de máximos relativos cada vez mais baixos, que confere ao par um ligeiro viés de baixa. Este apenas seria negado acima de $1.1280 e da trendline descendente. Uma eventual quebra em baixa dos $1.1130 abriria espaço até $1.1050, enquanto do lado superior os $1.1360 e $1.1420 constituem as resistências a ter em conta.



CRUDE - Sinal de força no curto prazo

O crude avançou cerca de 8% na última semana, depois de a OPEP ter chegado a um inesperado entendimento para um acordo que estabilize os níveis de produção. A expectativa é de que a sua formalização ocorra na reunião de novembro.
Esta subida permitiu ao crude dar também um sinal técnico de força, quebrando a trendline descendente traçada desde os máximos de junho. O "ouro negro" assume agora um viés mais "neutral" no curto prazo, mas dada a natureza impulsiva do movimento pode haver espaço a uma correção. Isto numa altura em que o crude se aproxima também da importante zona de resistência entre os $48.75 e $50.00. Em todo o caso, um sinal de fraqueza mais relevante surge apenas com um regresso a níveis abaixo de $43.00.


OURO - Frágil, mas ainda no interior da banda de consolidação

O ouro recuou nos últimos dias, apesar do sentimento de maior aversão ao risco nos mercados, essencialmente devido à tensão na banca alemã. A incapacidade de um ativo valorizar num contexto favorável normalmente constitui um sinal de fragilidade.
Tecnicamente, o "metal precioso" mantém-se no interior do intervalo de consolidação entre os $1300/$1310 e os $1350. Contudo, volta nesta altura a testar a trendline descendente, formada a partir dos mínimos de dezembro, sendo que uma eventual quebra daria um sinal de reversão ao movimento principal de alta e deixaria o ouro vulnerável até $1250. Do lado superior, a trendline descendente de curto prazo, traçada desde os máximos de julho, continua a atuar como resistência, à qual se seguem os $1350.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.





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