A semana em oito gráficos: Bolsas europeias recuperam com alívio de tensões políticas e comerciais

As bolsas do Velho Continente recuperaram terreno esta semana, num contexto de acalmia da instabilidade política que se viveu em Espanha e na Alemanha. Em terreno negativo ficou apenas o índice britânico, à conta dos receios em torno do Brexit.
EPA
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Carla Pedro, David Santiago 07 de julho de 2018 às 09:30

A bolsa nacional avançou 1,29 esta semana, elevando para perto de 4% o ganho desde o início do ano.

As cotadas com melhor performance no PSI-20 foram a Mota-Engil, F. Ramada e Nos, sendo que a construtora somou 5,57% impulsionada pelo anúncio de que ganhou contratos de 138 milhões de euros no Uganda e também que a CaixaBI melhorou a recomendação e o preço-alvo da cotada. O pior desempenho da semana foi para os CTT.

As restantes bolsas europeias negociaram também, generalizadamente, em alta, perante a expectativa de um entendimento entre os EUA e a União Europeia, sobretudo depois de a chanceler alemã, Angela Merkel, se ter mostrado favorável a conversações com vista à redução das taxas alfandegárias aplicadas à importação de automóveis fabricados nos Estados Unidos.

O espanhol Ibex liderou os ganhos do Velho Continente, seguido pelo alemão DAX, com ambos os índices bolsistas a tirarem partido da estabilização política em Espanha e na Alemanha.

O único índice que não conseguiu um saldo semanal positivo foi o britânico FTSE, que cedeu 0,25%, numa altura em que subsistem divergências profundas na negociação do Brexit.

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Entre as cotadas europeias que mais se destacaram pelo lado positivo esteve a energética elamã RWE.

Nos EUA, os principais índices tiveram uma performance ligeiramente positiva no acumulado da semana, com a Biogen a sustentar o S&P 500 depois de um medicamento para o Alzheimer ter tido resultados positivos num teste clínico.

Já no mercado cambial, o euro continuou a ganhar terreno, sendo a terceira semana consecutiva de ganhos.

Nas matérias-primas, o destaque, pela negativa, vai para as perdas de um metal industrial: o cobre – que negoceia já em "bear market".

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