Fecho dos mercados: Bolsas europeias e petróleo ganham terreno e euro e PSI-20 recuam

As praças europeias negociaram generalizadamente em alta, mas a bolsa nacional esteve em contraciclo, a ceder ligeiramente e penalizada sobretudo pelo BCP. O petróleo também segue a subir, enquanto os juros da dívida e o euro recuam.
Reuters
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Carla Pedro, Sara Antunes, Raquel Murgeira 16 de março de 2018 às 17:17

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,09% para 5.435,94 pontos

Stoxx 600 ganhou 0,35% para 378,20 pontos

S&P 500 avança 0,32% para 2.756,01 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desceu 3,4 pontos base para 1,754%

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Euro cede 0,15% para 1,2286 dólares

Petróleo avança 1,24% para 65,93 dólares por barril em Londres
Menos inflação no euro e robustez da economia dos EUA animam bolsas europeias

A maioria das bolsas europeias registou hoje uma subida, num dia em que o Eurostat reviu em baixa a inflação de Fevereiro de 1,2% para 1,1%, o que reduz a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) para começar a retirar estímulos à economia da Zona Euro. Por outro lado, os indicadores económicos nos EUA mostram que a economia do outro lado do Atlântico está a dar sinais de robustez, o que animou a negociação. Isto a dias de se realizar a reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA, onde se prevê que seja anunciado o primeiro aumento de juros deste ano. 

Na bolsa nacional, o índice de referência esteve em contraciclo face ao resto do Velho Continente. O PSI-20 recuou 0,09% para 5.435,94 pontos, com 10 cotadas em queda e oito em alta. A contribuir para o recuo da praça lisboeta esteve a descida de 2,66% do BCP, com o banco a fechar a sessão a valer 0,2782 euros. 

Juros caem em todos os prazos

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Os investidores exigiram, esta sexta-feira, juros mais baixos na dívida pública portuguesa. A tendência de descida registou-se em todas as maturidades. No prazo de referência, a 10 anos, a "yield" da dívida nacional diminuiu 3,4 pontos base para 1,754%. Já os juros das Bunds [obrigações alemãs] a 10 anos caíram 0,5 pontos base, para 0,571%.

Euribor mantêm-se a 3 meses e descem a 6, 9 e 12 meses

As Euribor voltaram a registar um movimento misto nos diferentes prazos. A Euribor a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se em -0,328%, contra o actual mínimo de sempre, de -0,332%. Já a taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro de 2015, desceu hoje para -0,272%, menos 0,001 pontos e contra o actual mínimo de sempre, de -0,279%, registado pela primeira vez a 31 de Janeiro.    


A nove meses, a Euribor também desceu hoje, para -0,222%, menos 0,001 pontos e contra o actual mínimo de sempre, de -0,224%, registado pela primeira vez a 27 de Outubro do ano passado. No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez a 5 de Fevereiro de 2015, caiu para -0,192%, menos 0,001 pontos e contra o actual mínimo de sempre, de -0,194%, verificado pela primeira vez a 18 de Dezembro passado.

Euro desce após inflação na Zona Euro e indicador da indústria dos EUA

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O euro está em queda depois de esta sexta-feira o Eurostat ter revisto em baixa a taxa de inflação na Zona Euro, em Fevereiro, de 1,2% para 1,1%. A moeda única europeia está a ceder 0,15% para 1,2286 dólares. O facto de a inflação estar mais longe dos 2% - meta do BCE – faz com que a perspectiva de retirada de estímulos por parte do banco central da Zona Euro fique  mais longe. A queda do euro é também justificada pelo facto de a produção das fábricas dos EUA ter sido melhor do que o esperado. Dados que aumentam a expectativa dos investidores em relação à economia nos Estados Unidos.

Petróleo regressa aos ganhos com ajuda da AIE

Os preços do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais. Apesar de o aumento da produção nos EUA à conta do xisto betuminoso, os investidores estão a dar mais atenção à advertência da Agência Internacional da Energia (AIE), que disse que a situação complicada no sector energético da Venezuela poderá exacerbar o défice da oferta a nível mundial que se espera para o próximo ano. Nos EUA, o West Texas Intermediate segue a ganhar 1,57% para 62,15 dólares por barril e em Londres o Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações portuguesas, está a valorizar 1,24% para 65,93 dólares.

Reservas de trigo na Rússia penalizam concorrentes da Europa

Os stocks de trigo na Rússia têm estado a aumentar e estão perto do nível mais alto desde a era soviética, o que mantém os seus preços baixos – prejudicando assim os rivais da União Europeia que desejam que as suas exportações possam competir com o Mar Negro nos próximos meses. Apesar de exportar mais trigo do que qualquer outro país, os inventários deste cereal na Rússia deverão escalar quase 50% para um recorde de 20,6 milhões de toneladas, segundo a consultora russa SovEcon.

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