Wall Street renova máximos. Apetite por IA não abranda e Cerebras dispara 70% na estreia em bolsa
As cotadas ligadas à inteligência artificial (IA) mantiveram-se na sessão desta quinta-feira como as principais responsáveis por uma nova subida dos índices norte-americanos, que voltaram a fixar novos máximos históricos - à exceção do Dow Jones. O apetite dos investidores foi impulsionado por uma queda dos preços do crude nos mercados internacionais e pela visita de Donald Trump à China, de onde surgiram já novidades ligadas ao mundo empresarial que levaram a Nvidia a recordes.
Neste contexto, o S&P 500 ganhou 0,77%, para os 7.501,24 pontos, tendo fixado um novo recorde de 7.517,12 pontos. O Nasdaq Composite subiu 0,88%, para os 26.635,22 pontos e também atingiu um novo recorde nos 26.707,14 pontos. Já o Dow Jones, por sua vez, valorizou 0,75% para os 50.063,46 pontos.
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Os lucros das cotadas do S&P 500 no primeiro trimestre terão escalado cerca de 27% em relação ao ano anterior, marcando o sexto trimestre consecutivo de crescimento dos lucros a dois dígitos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.
Nesta medida, é evidente que as empresas norte-americanas se tornaram muito hábeis a adaptar-se a uma ampla variedade de contextos económicos, resumiu à Bloomberg Clark Bellin, da Bellwether Wealth. "As ações continuam a escalar a parede da preocupação, e não achamos que haja euforia nos mercados por enquanto; na verdade, ainda há muito ceticismo, o que sugere que este mercado em alta tem mais espaço para crescer”, afirmou o especialista, numa altura em que os investidores têm pesado uma escalada dos preços da energia que já está a surtir efeitos na inflação e que poderá obrigar os bancos centrais a subir os juros diretores, assim como um frágil cessar-fogo no Irão.
Entre dados económicos conhecidos hoje, para além de um aumento nos pedidos de subsídio de desemprego dos EUA, as vendas a retalho na maior economia mundial aumentaram 0,5% em relação ao mês anterior em abril, após um aumento de 1,6% (revisto em baixa) em março e em linha com as previsões dos economistas.
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“As vendas a retalho de abril ecoaram o que temos ouvido nas teleconferências de resultados há já semanas: o consumidor norte-americano continua resiliente, apesar da subida dos preços dos combustíveis”, disse, por sua vez, Bret Kenwell, da eToro. “No que diz respeito às ações, porém, é a tecnologia que está no comando neste momento, e não o consumidor”. Nesta medida, as apostas de que os lucros das empresas continuarão a crescer compensaram as preocupações de que os custos mais elevados da energia pudessem alimentar a inflação e pesar sobre a confiança dos consumidores.
"O petróleo continua a ser o ponto central”, observou Kenwell. “Isso não se deve apenas ao seu impacto na inflação, mas ao que pode significar para as despesas dos consumidores”, resumiu.
Quanto aos movimentos do mercado, o entusiasmo em torno da IA fez com que a Cerebras Systems disparasse quase 70% na sua estreia em bolsa. A fabricante de chips de IA angariou 5,5 mil milhões de dólares na sua oferta pública inicial, o que avalia a empresa em cerca de 40 mil milhões de dólares, um sinal da forte procura por parte dos investidores por ações ligadas às áreas da IA e dos semicondutores, antes das aguardadas estreias da OpenAI e da Anthropic em bolsa. Já a Apple (-0,22%) perdeu terreno, depois de se saber que a OpenAI estará a estudar avançar com uma possível ação judicial contra a “empresa da maçã”.
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A Nvidia (+4,39%), que apresenta contas na próxima semana e que subiu pelo sétimo dia consecutivo, atingiu hoje novos máximos de 236,54 dólares por ação e está agora a “apenas” cerca de 300 mil milhões de dólares de quebrar a barreira dos 6 biliões de dólares de "market cap". Isto num dia em que a Reuters noticiou que os EUA autorizaram a venda dos chips H200 da "big tech" a dez empresas chinesas.
Entre as restantes “sete magníficas”, a Tesla cedeu 0,44%, a Alphabet perdeu 0,47%, a Amazon recuou 1,08%, a Meta somou 0,29% e a Microsoft pulou 1,04%.
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