Bolsa  Galp e EDP tiram energia à bolsa nacional

Galp e EDP tiram energia à bolsa nacional

O PSI-20 fechou em queda ligeira, apesar de o BCP ter subido mais de 1% e a Jerónimo Martins recuperado de mínimo de dois anos.
 Galp e EDP tiram energia à bolsa nacional
Pedro Catarino/CM
Nuno Carregueiro 20 de junho de 2018 às 16:44

A bolsa nacional inverteu na parte final da sessão e fechou o dia em terreno negativo, penalizada pelas cotadas do sector energético, com destaque para a Galp Energia e EDP.

 

O PSI-20 caiu 0,19% para 5.533,95 pontos, com dez cotadas em alta, sete em queda e uma sem variação. Nas bolsas europeias o dia foi de fracas variações, com alguns índices a conseguirem recuperar parte das quedas sofridas na véspera, depois da China ter colocado alguma água na fervura da guerra comercial com os Estados Unidos.

O aumento da tensão entre os Estados Unidos e a China fez subir o receio do mercado em relação ao possível impacto de uma guerra comercial entre estas duas potências, o que provocou quedas acentuadas na sessão de terça-feira.

 

No entanto, essas preocupações foram acalmadas pelo governador do banco central da China, que garantiu, numa entrevista, que a autoridade monetária está pronta a usar todos os instrumentos à disposição para suportar a economia. Yi Gang aconselhou ainda os investidores a terem uma visão racional, até porque a China tem margem para enfrentar esta disputa comercial.

 

Em Lisboa o PSI-20 foi condicionado pelas cotadas do sector energético, com a Galp Energia a desvalorizar 1,08% para 15,595 euros apesar de o petróleo estar a negociar em alta. A dois dias da conclusão da reunião da OPEP, o Brent avança 0,15% e transacciona acima dos 75 dólares o barril.

 

A EDP também contribuiu para a descida do PSI-20, com a cotada liderada por António Mexia a ceder 0,62% para 3,359 euros, cada vez mais próxima da contrapartida da OPA dos chineses da CTG (3,26 euros). A EDP Renováveis caiu 0,3% para 8,32 euros.

 

Ainda a pressionar a bolsa portuguesa estiveram as cotadas do sector da pasta e papel. A Navigator desvalorizou 2,73% para 5,17 euros e a Altri caiu 2,28% para 8,16 euros.

 

A compensar a queda das acções do sector energético esteve o BCP e a Jerónimo Martins. A retalhista valorizou 1,72% para 12,995 euros, a recuperar do mínimo de dois anos que registou na véspera.

 

O BCP valorizou 1,19% para 0,2714 euros, depois do BPI ter emitido uma nota de "research" onde diz ser pouco provável o banco liderado por Nuno Amado conseguir reforçar a presença na Polónia com a compra da unidade do Société Générale neste país.




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