Bolsa Acções do BCP disparam 3% à espera da assembleia-geral

Acções do BCP disparam 3% à espera da assembleia-geral

As acções do banco seguem em forte alta, numa sessão em que os investidores aguardam as conclusões da assembleia-geral. Em destaque estará a proposta relativa às acções do banco.
Acções do BCP disparam 3% à espera da assembleia-geral
Miguel Baltazar/Negócios
Raquel Godinho 21 de abril de 2016 às 10:32

O Banco Comercial Português (BCP) segue a valorizar 2,91% para os 0,0389 euros, depois de ter chegado a disparar 4,99%. O banco prolonga, assim, o ganho de 11,21% registado na sessão de quarta-feira, quando pôs termo a um ciclo de três sessões em "terreno" negativo. As acções negoceiam em alta, na expectativa da assembleia-geral agendada para esta quinta-feira.

São dez os pontos na ordem de trabalhos na assembleia-geral do banco liderado por Nuno Amado. Contudo, aquele que tem vindo a captar mais atenção refere-se à fusão das acções. A cada lote de 193 acções actuais vão corresponder uma, sendo que à luz da cotação actual (0,0389 euros) cada nova acção vai valer 7,51 euros.


O banco defende que o actual valor unitário das acções "penaliza a mensagem de banco líder e sociedade de referência para o investimento em Portugal". Já os analistas sublinham que esta operação pode ajudar a captar investidores institucionais.

"O principal objectivo é tornar o BCP atractivo para o segmento de mercado de institucionais, que usam muitas vezes um preço mínimo como critério de escolha de acções, como é o caso de fundos que não investem em ‘penny stocks’", explica João Queiroz, responsável pela sala de mercados da GoBulling.

Outra das propostas do Conselho de Administração do BCP é de suprimir o direito de preferência dos accionistas em futuros aumentos de capital no prazo máximo de três anos e num montante que não exceda 20% do capital social existente. O banco liderado por Nuno Amado pretende, assim, abrir a porta a uma operação de reforço de capital com a entrada de novos investidores.

O desempenho positivo das últimas duas sessões permite ao banco atenuar a queda acumulada em 2016. Desde o início do ano, as acções cedem quase 20%.




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