Bolsa BES desvaloriza mais de 5% em sessão de forte volatilidade (act)

BES desvaloriza mais de 5% em sessão de forte volatilidade (act)

Depois de esta segunda-feira as acções do BES terem subido quase 10%, a beneficiarem da confirmação dos nomes de Vítor Bento e Moreira Rato como futuros líderes da instituição, a volatilidade não abandona o banco ainda liderado por Ricardo Salgado. O BES fechou a sessão a cair mais de 5%.
BES desvaloriza mais de 5% em sessão de forte volatilidade (act)
Bruno Simão/Negócios
David Santiago 07 de julho de 2014 às 16:05

As acções do BES fecharam a sessão desta segunda-feira a cair 5,19% para 71,3 cêntimos, depois de terem subido perto de 10% durante a manhã desta segunda-feira. A volatilidade é uma característica que teima em não se afastar da negociação bolsista dos títulos do BES, que ao longo desta segunda-feira chegaram a alternar um valor por acção entre um mínimo de 70 cêntimos e o máximo de 82,6 cêntimos.

 

Ao longo da manhã as acções do banco que continua sob liderança de Ricardo Salgado valorizaram quase 10%, para depois registarem à hora de fecho perdas em torno dos 5%. Estas perdas têm um impacto negativo na valorização alcançada ao longo da tarde de sexta-feira e da manhã desta segunda-feira, em que os títulos do BES reflectiram positivamente as notícias relativas à escolha de Vítor Bento, primeiro, e de Moreira Rato, depois, para a nova equipa directiva do banco.

 

A confirmação dos dois nomes que irão assumir as funções de CEO e CFO, respectivamente, da instituição chegou no sábado através de um comunicado da Espírito Santo Financial Group, holding que detém 25% do BES.

 

Apesar da volatilidade verificada ao longo das últimas semanas, o BES já acumula uma queda de 24,18% desde o início do ano. Volatilidade que não tem impedido o BES de negociar, nas últimas sessões, um volume de títulos accionistas superior à média diária dos últimos seis meses. Esta segunda-feira o BES negociou um total de 101 milhões de acções, que compara com uma negociação média diária, ao longo do último meio ano, de aproximadamente 27,5 milhões de títulos.  

 

No comunicado enviado à CMVM emitido no sábado, a ESFG indica que a nova proposta para os órgãos sociais do BES foi feita após uma "consulta prévia a outros accionistas de referência do BES" e fica a dever-se aos "acontecimentos públicos que se verificaram posteriormente à convocação da Assembleia Geral do BES para o próximo dia 31 de Julho, que geraram a indeterminação quanto à futura governance do banco".

 

Apesar de não o explicitar, a ESFG estará a referir-se à oposição do Banco de Portugal à primeira lista proposta para liderar o BES, que era liderada por Morais Pires, actual administrador financeiro do banco. O supervisor impôs que o novo CEO e CFO do BES viessem de fora do banco. A forte queda das acções também mostrou que esta proposta não tinha sido bem recebida nos mercados.

 

(Notícia actualizada com dados do fecho da sessão desta segunda-feira)




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