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A semana em oito gráficos: Bolsas e petróleo afundam e investidores procuram abrigo nas obrigações

As bolsas mundiais continuaram a perder terreno esta semana, com os receios em torno do impacto do coronavírus na atividade económica a pesarem cada vez mais.

Europa e EUA no vermelho

Europa e EUA no vermelho
As principais bolsas europeias voltaram a cair, penalizadas pelos receios quanto ao impacto económico do coronavírus, tendo na sexta-feira recuado para mínimos de pelo menos um ano. Ainda assim, no cômputo semanal, as perdas foram inferiores às da semana passada. Nos EUA, a tendência foi igualmente de descida, com o Covid-19 a dominar negativamente o sentimento dos investidores. Nas últimas duas semanas, as bolsas mundiais perderam em torno de 10 biliões de dólares.

PSI-20 recua 1,98%

PSI-20 recua 1,98%
O índice de referência nacional acompanhou o mau desempenho das principais praças da Europa Ocidental, com uma queda de 1,98% na semana, o que coloca a descida do PSI-20 desde o início do ano em 10,41%. Na sexta-feira desceu para mínimos de dezembro de 2018, ao ceder 3,85%, naquela que foi a maior queda diária desde o dia seguinte ao referendo do Brexit.

BCP com maior descida em Lisboa

BCP com maior descida em Lisboa
No PSI-20, o BCP foi o título que mais terreno perdeu na semana, com uma desvalorização acumulada de 12,86%. Das 18 cotadas do índice de referência nacional, apenas quatro tiveram um desempenho positivo no conjunto das cinco sessões, sendo a EDP Renováveis a que mais valorizou (4,26%), muito à conta de uma melhoria da recomendação para as suas ações por parte do Goldman Sachs.

Capita com o pior desempenho do Stoxx600

Capita com o pior desempenho do Stoxx600
A consultora britânica Capita foi a cotada do índice de referência europeu Stoxx600 que mais caiu no agregado da semana, ao recuar 46,67%. Só na sessão de quinta-feira perdeu mais de um terço do seu valor em bolsa, ao ceder 38,4%. Isto depois de ter revelado que teria de gastar mais 170 milhões de libras (196 milhões de euros) para recuperar o negócio e cortar a dívida. A Capita também revelou que pretende vender alguns negócios não críticos. Em 2019, teve prejuízos de mais de 70 milhões de euros.

Helmerich & Payne lidera quedas no S&P 500

Helmerich & Payne lidera quedas no S&P 500
A liderar a tabela de piores “performers” do índice Standard & Poor’s 500 nesta semana esteve a norte-americana Helmerich & Payne, com um mergulho de 23,34%. A empresa, que prospecciona poços de gás e petróleo para exploração e produção, foi penalizada pelo mau desempenho do crude nos mercados internacionais.

Euro em máximos de sete meses contra o dólar

Euro em máximos de sete meses contra o dólar
A moeda única europeia beneficiou da escassa margem de que o Banco Central Europeu (BCE) dispõe para baixar os juros diretores na Zona Euro, em especial se comparada com a capacidade de atuação de outros bancos centrais relevantes. É o caso da Reserva Federal dos Estados Unidos que esta semana decretou um corte dos juros de 50 pontos base. O euro valorizou 2,59% esta semana face à nota verde e na sexta-feira negociou nos 1,1325 dólares, máximos de julho de 2019. Já o dólar transacionou na sexta-feira em mínimos de fevereiro do ano passado contra um cabaz das principais moedas mundiais.

Petróleo cai 8,93% esta semana em Londres

Petróleo cai 8,93% esta semana em Londres
O petróleo negociou em forte baixa na semana, com especial destaque para a queda superior a 9% na sexta-feira, isto, depois de a Rússia não ter concordado com o corte adicional de 1,5 milhões de barris por dia na produção da OPEP+. Numa altura em que a epidemia de coronavírus penaliza a procura, os investidores estavam a contar com esta retirada de crude do mercado, algo que já não vai acontecer. Na semana passada, o Brent, que é transacionado em Londres e que serve de referência às importações portuguesas, perdeu 13,64%, registando a pior semana desde a crise financeira de 2008. Esta semana caiu 8,93%, o que eleva para mais de 22% a perda nas duas semanas. Desde o início do ano, cede 29,91%.

Juros dos EUA em mínimos históricos

Juros dos EUA em mínimos históricos
Os títulos bolsistas voltaram a ser fortemente pressionados pela aposta dos investidores em ativos considerados mais seguros, o que permitiu às "yields" da dívida soberana dos Estados Unidos recuarem para novos mínimos históricos. O medo de que o coronavírus continue a impactar negativamente a evolução da economia mundial voltou a prevalecer e a sobrepor-se aos dados robustos relativos ao mercado laboral norte-americano.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 07 de Março de 2020 às 09:30
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Os mercados acionistas de todo o mundo registaram um saldo semanal negativo, devido aos receios em torno do impacto económico do coronavírus, que tem levado ao cancelamento sucessivo de muitos eventos a nível internacional e afetado sobremaneira setores como o turismo e o petróleo.

 

Nas 10 sessões das últimas duas semanas, as bolsas mundiais perderam em torno de 10 biliões de dólares.

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