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A semana em oito gráficos: Europa com pior semana desde junho. Petróleo afunda e juros aliviam

As bolsas europeias e norte-americanas recuaram esta semana, com o aumento de infeções por covid-19 a continuar a suscitar grandes receios. Também o petróleo afundou, ao passo que os juros da dívida aliviaram na Zona Euro e nos EUA.

Bolsas europeias caem mais do que Wall Street

Bolsas europeias caem mais do que Wall Street
Os índices europeus registaram uma queda substancialmente maior do que o norte-americano S&P 500 – que serve de referência para Wall Street. O pan-europeu Stoxx 600, que agrupa as 600 maiores cotadas da região, teve a maior descida desde junho deste ano (-3,60%), com o setor da banca e da energia a pressionarem.

PSI-20 foi o que mais caiu na Europa

PSI-20 foi o que mais caiu na Europa
A bolsa nacional teve uma semana de má memória, ao desvalorizar mais de 6%, sendo a que registou a maior queda entre os congéneres da Europa Ocidental. Tratou-se da terceira pior semana do índice nacional este ano. Esta semana marca também a data em que o PSI-20 caiu abaixo do patamar dos 4.000 pontos, negociando assim em mínimos desde maio.

Mota-Engil e BCP entre as maiores quedas do PSI-20

Mota-Engil e BCP entre as maiores quedas do PSI-20
Na bolsa nacional, as cotadas que registaram a pior prestação foram a Mota-Engil e BCP. No caso da construtora, as quedas verificaram-se depois dos ganhos precipitados pela negociação para a entrada de um novo acionista, a China Communications Construction Co. Já o BCP teve uma semana difícil, a renovar mínimos históricos três vezes consecutivas, num contexto de queda geral da banca na Europa.

ThyssenKrupp penaliza Stoxx600

ThyssenKrupp penaliza Stoxx600
A cotada alemã ThyssenKrup teve o pior desempenho do Stoxx600, a afundar 21,9%, pressionada pela incerteza económica decorrente da pandemia. O grupo industrial, que opera em áreas como a siderurgia e os elevadores, mostrou-se preocupado com a sua atividade no resto do ano.

Apache tira fôlego ao S&P 500

Apache tira fôlego ao S&P 500
A norte-americana Apache Corp foi a cotada com pior performance do S&P 500. A empresa, que opera na exploração de hidrocarbonetos, foi fortemente penalizada esta semana pela queda dos preços do petróleo.

Dólar continua a ganhar tração

Dólar continua a ganhar tração
A nota verde continuou a somar face às principais congéneres do Velho Continente, numa altura em que cresce o número de países europeus que já readotaram medidas mais restritivas contra a covid-19. O índice do dólar registou a sua melhor semana desde inícios de abril, com um ganho em torno de 1,5%.

Crude cai com receio de menos procura

Crude cai com receio de menos procura
As cotações do Brent caíram mais de 3% esta semana em Londres e estão também a caminho de uma perda mensal, o que, a acontecer, será a primeira em seis meses. O crude foi penalizado pelo aumento dos novos casos de infeção por covid-19, trazendo novas restrições que deverão voltar a penalizar a procura por combustível.

Juros da Zona Euro aliviam

Juros da Zona Euro aliviam
Os juros da dívida a 10 anos de países como Alemanha, Portugal, Espanha e Itália recuaram esta semana, numa altura em que o aumento de novos casos de covid-19 tem levado os investidores a procurarem ativos considerados mais seguros, como as obrigações.
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Os mercados acionistas europeus registaram um saldo semanal negativo, com o índice de referência Stoxx Europe 600 a cair 3,6% no agregado de segunda a sexta-feira, naquela que foi a sua pior semana desde 12 de junho.

Para o índice de referência português, o PSI-20, esta foi a terceira pior semana do ano, com a Mota-Engil a mergulhar mais de 15% e o BCP a perder quase 13%.

Em Wall Street a tendência foi igual, se bem que as quedas dos índices norte-americanos tenham sido menos expressivas. Ainda assim, o Dow Jones e o S&P 500 marcaram a quarta queda semanal consecutiva, o que constitui a mais longa série semanal de perdas desde agosto de 2019.

 

O renovado alerta da Fed para o longo caminho a percorrer na via da recuperação económica dos EUA penalizou o sentimento dos investidores, numa altura em que o impasse na atribuição de novos estímulos orçamentais nos EUA deixa recear piores dias.

 

Também o petróleo afundou, pressionado pelos receios em torno do ressurgimento de casos de covid-19, que está a levar a novas restrições nalguns países, podendo voltar a penalizar a procura por combustível.

 

Já as obrigações da Zona Euro tiveram procura, fazendo descer os juros, numa altura em que os investidores procuram ativos considerados mais seguros.

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