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A semana em oito gráficos: Mau tempo nos mercados turcos alastra-se a todo o mundo. Banca foi o sector mais castigado

As bolsas do Velho Continente registaram uma tendência mista esta semana. As quedas não foram acentuadas, à conta de boas sessões na primeira metade da semana, mas o "arrastão" turco de quinta e sexta-feira levou a que muitos mercados não conseguissem ficar à tona. O índice de referência nacional, PSI-20, escapou às descidas, com quatro das cinco sessões da semana em alta.

Bolsas europeias em semana mista com Lisboa a destacar-se pela positiva

Bolsas europeias em semana mista com Lisboa a destacar-se pela positiva
As principais praças da Europa Ocidental revelaram uma tendência semanal mista, a oscilar entre perdas e ganhos. A maioria cedeu terreno no acumulado da semana, mas o PSI-20 contrariou a tendência, apesar das quedas de sexta-feira – sessão em que os apuros da Turquia e a derrocada da lira abalaram os mercados globais –, e conseguiu um saldo positivo.

PSI-20 ganha 0,62% com quatro sessões no verde

PSI-20 ganha 0,62% com quatro sessões no verde
O índice de referência nacional avançou 0,62% no cômputo da semana, elevando para 4,45% a sua subida no acumulado do ano. A praça lisboeta esteve a ganhar terreno nas primeiras quatro sessões, tendo depois caído na sexta-feira, a acompanhar o movimento generalizado de perdas na Europa e nos EUA à conta da forte queda da lira turca e da subida dos juros da dívida soberana do país.

CTT lideram valorizações na praça lisboeta

CTT lideram valorizações na praça lisboeta
A empresa postal liderada por Francisco Lacerda foi a cotada do PSI-20 que mais subiu esta semana, ajudando aos ganhos do índice de referência nacional. Os CTT somaram mais de 7%, seguidos pela Altri, que ganhou cerca de 3%. Do lado das perdas, destaque para a Semapa e Sonae Capital.

Lundbeck penaliza desempenho do Stoxx600

Lundbeck penaliza desempenho do Stoxx600
A dinamarquesa H. Lundbeck, mais conhecida como Lundbeck e que é uma empresa farmacêutica global especializada em psquiatria e neurologia, perdeu quase um quarto do seu valor esta semana, sendo a cotada que mais desceu entre as empresas que integram o índice de referência europeu Stoxx600. A empresa foi penalizada pelo mau momento no sector e nem os bons resultados do primeiro semestre, que superaram as expectativas do mercado, lhe valeram.

CenturyLink anima S&P 500 e Newell Brands pressiona

CenturyLink anima S&P 500 e Newell Brands pressiona
O desempenho do índice norte-americano Standard & Poor’s 500 acabou por ter poucas oscilações no acumulado da semana, mas houve cotadas que se destacaram com movimentações expressivas. Do lado dos ganhos, destaque para a subida de 14,39% da empresa de telecomunicações CenturyLink, do Luisiana, e nas perdas sobressaiu a Newell Brands, de Noja Jérsia – com a empresa de fabrico e comercialização de produtos comerciais, como os contentores de plástico Rubbermaid e os marcadores Sharpie, a ser penalizada pelas tarifas aduaneiras impostas pela China como medida de retaliação perante as taxas alfandegárias acrescidas decretas pelos EUA sobre produtos chineses.

Dólar valoriza face ao euro, libra e iene

Dólar valoriza face ao euro, libra e iene
A nota verde registou um saldo semanal positivo no acumulado da semana face ao euro, à libra esterlina e ao iene. A moeda norte-americana acabou por ganhar com a turbulência nos mercados emergentes, especialmente a forte desvalorização da lira turca – para mínimos históricos – e do rublo.

Cobre escapa às quedas nas matérias-primas

Cobre escapa às quedas nas matérias-primas
A maioria das matérias-primas perdeu terreno devido a vários factores, nomeadamente a guerra comercial e o receio de menor procura por parte de países importadores, como a China. O petróleo conseguiu valorizar na sexta-feira, à conta dos receios de perturbação na oferta do Irão devido às sanções dos EUA, mas no acumulado da semana acabou por ceder. Uma das excepções às descidas semanais nas commodities foi o cobre, que ganhou 0,31%, à boleia de dois factores: a greve na mina chilena de Escondida e o facto de a China ter confirmado que vai impor tarifas de 25% às importações de sucata de cobre dos EUA, intensificando assim a expectativa de que terá de importar mais metal refinado.

Turquia empurra juros italianos para perto de 3%

Turquia empurra juros italianos para perto de 3%
O efeito turco de sexta-feira nos mercados também chegou às dívidas soberanas, tendo afectado sobretudo as obrigações de Itália. Os juros da dívida a dez anos de Portugal, Espanha, Alemanha e EUA desceram no acumulado da semana, mas em Itália a forte pressão do final da semana não permitiu o mesmo registo. A “yield” da dívida de Itália a 10 anos avançou 6,6 pontos basepara os 2,993%, muito perto dos 3% em que negociou no pico da crise política em Junho.
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A bolsa nacional conseguiu um saldo semanal positivo à conta das quatro primeiras sessões no verde. Na sexta-feira, acabou por ser arrastada pela crise na Turquia, à semelhança das restantes congéneres mundiais, com a banca a ser o sector mais fustigado.

 

O intensificar da tensão geopolítica entre os EUA e a Turquia foi o grande causador desta turbulência nos mercados. Ao mesmo tempo que o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, apelava à população para trocar ouro e dólares por liras, de forma a ajudar a sustentar a economia do país, Donald Trump anunciava a duplicação das tarifas impostas às importações de alumínio e aço proveniente de Ancara.


Este contexto provocou fortes quedas nos activos turcos. Mas não só. A exposição à Turquia, em especial da banca, causou um efeito dominó nas bolsas europeias. O Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, fechou o dia a cair 1,07%, o que o fez perder 0,90% no cômputo da semana.

 

Actualmente, o que está em causa é o risco de contágio da Turquia aos países europeus. No caso de Itália, o banco Unicredit é dos mais expostos. As acções da cotada estiveram a sofrer com este cenário, o que também penalizou a bolsa de Milão.

 

Por cá, as acções dos CTT foram as que mais ganharam no acumulado da semana, ao passo que a Semapa foi a cotada que mais caiu.

 

Já no mercado cambial, o dólar ganhou terreno face ao euro, libra e iene, à boleia dos dissabores das outras moedas perante o panorama na Turquia.

 

Nas matérias-primas, o destaque, pela negativa, foi para o petróleo, numa semana em que a maioria das "commodities" negociou no vermelho, devido aos receios em torno do agravar das tensões comerciais entre Washington e Pequim. O cobre, em contrapartida, destacou-se pelo facto de ter ganho terreno.

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