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A semana em oito gráficos: Melhores perspetivas comerciais e económicas colocam bolsas em máximos e juros a subir

A generalidade das bolsas europeias registou um saldo semanal positivo, com a frente comercial e a melhoria dos dados económicos a nível global a impulsionarem a tendência.

Europa generalizadamente no verde

Europa generalizadamente no verde
As bolsas do Velho Continente tiveram um saldo semanal positivo, impulsionadas pelos melhores dados económicos a nível global, que atenuaram os receios de contração. Os avanços na frente comercial EUA-China também ajudaram ao otimismo, se bem que na sexta-feira tenha havido novo retrocesso e as praças europeias tenham entrado no vermelho, com exceção da bolsa lisboeta. Ainda assim, no cômputo da semana todos os índices ganharam terreno.

PSI-20 soma 3,69% na semana

PSI-20 soma 3,69% na semana
O índice de referência nacional registou o melhor desempenho das principais praças da Europa Ocidental, com uma subida de 3,69%, muito à conta de ter conseguido manter-se à tona na última sessão da semana, ao contrário dos seus congéneres. O PSI-20 aumentou assim para 12,07% a sua valorização desde o início do ano.

Pharol com maior subida em Lisboa

Pharol com maior subida em Lisboa
No PSI-20, a Pharol foi o título que terreno ganhou na semana, com uma valorização acumulada de 19,07%. Só na sexta-feira a antiga PT disparou 8,86% para 0,1130 euros, a maior subida diária deste ano e o valor mais alto desde 18 de setembro.

KGHM com o melhor desempenho do Stoxx600

KGHM com o melhor desempenho do Stoxx600
A KGHM Polska Miedź S.A., conhecida como KGHM, foi a cotada do índice de referência europeu Stoxx600 que valorizou no agregado da semana, ao registar uma apreciação de 15,26%. A mineira polaca, grande produtora de cobre e prata há mais de 50 anos, devido sobretudo às estimativas de crescimento do mercado de cobre sem oxigénio (OFC).

Xerox lidera valorizações no S&P 500

Xerox lidera valorizações no S&P 500
A liderar a tabela de melhores “performers” do índice Standard & Poor’s 500 nesta semana esteve a Xerox, que na terça-feira, 5 de novembro, anunciou ter vendido a sua participação de 25% na Fuji Xerox aos japoneses da Fujifilm, pondo fim a uma aliança de mais de meia década. No dia seguinte foi noticiado que a Xerox está a considerar avançar com uma oferta de 27 mil milhões de dólares pela gigante tecnológica HP, num acordo que poderá juntar duas das maiores empresas norte-americanas no segmento de hardware para escritório.

Libra perde força e dólar ganha terreno

Libra perde força e dólar ganha terreno
A libra depreciou-se esta semana face ao dólar e ao euro, com os investidores a aguardarem por novidades sobre o divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia, antes das eleições marcadas para o dia 12 de dezembro. Já o dólar tocou em máximos de três semanas face ao euro, fazendo-se valer da sua posição de ativo de refúgio, numa altura em que pairam ainda muitas incertezas na frente comercial EUA-China.

Petróleo avança com expectativa de acordo comercial

Petróleo avança com expectativa de acordo comercial
As cotações do “ouro negro” tiveram um desempenho semanal positivo, à conta de um maior otimismo quanto a um possível acordo comercial entre Washington e Pequim. Na sexta-feira, os EUA contrariaram as informações da véspera, com Donald Trump a dizer que não existia qualquer entendimento com a China sobre a retirada de forma faseada das tarifas aduaneiras, levando a que os preços invertessem para o vermelho - o que não impediu, contudo, um saldo positivo no conjunto da semana.

Juros somam na Europa e EUA

Juros somam na Europa e EUA
As taxas de juro da dívida portuguesa com maturidade a 10 anos aumentaram na semana, à semelhança dos restantes mercados obrigacionistas das maiores economias da Europa e também nos EUA. O clima de maior otimismo nas frentes comercial e económica fez com que os investidores regressassem aos ativos de maior risco, como as ações, em detrimento dos chamados valores-refúgio – como é o caso das obrigações. E uma menor aposta na dívida leva a uma subida dos juros.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Novembro de 2019 às 09:30
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No Velho Continente, os mercados acionistas registaram um movimento generalizadamente positivo esta semana. Na quinta-feira, por exemplo, o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, tocou em máximos de julho de 2015, o alemão DAX tocou em níveis de janeiro de 2018, o francês CAC foi a máximos de 2007 e o holandês AEX atingiu valores de 2001.

O mesmo aconteceu em Wall Street, onde os três principais índices marcaram sucessivos máximos históricos na maioria das últimas sessões.

 

Os investidores gostaram dos melhores dados económicos a nível global, que atenuaram os receios de contração.

 

Os avanços na frente comercial EUA-China também ajudaram ao otimismo, se bem que na sexta-feira tenha havido novo retrocesso e as praças europeias tenham entrado no vermelho, com exceção da bolsa lisboeta. Ainda assim, no cômputo da semana todas subiram.

 

O alívio dos receios na frente económica – atendendo aos bons dados provenientes sobretudo dos EUA e da China – também contribuiu para pintar a Europa de verde no cômputo de segunda a sexta-feira.

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