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A semana em oito gráficos: OPEP dá ao petróleo maior subida desde outubro e PSI-20 lidera ganhos na Europa

As bolsas europeias e norte-americanas registaram uma tendência mista no acumulado da semana, uma vez mais grandemente ao sabor da evolução das negociações comerciais entre os EUA e a China. Já a OPEP deu ao petróleo a melhor semana desde finais de outubro.

Europa recua e acelera ao sabor da frente comercial

Europa recua e acelera ao sabor da frente comercial
As bolsas do Velho Continente tiveram um saldo semanal misto, a oscilarem entre ganhos e perdas mas sem grande expressividade. Nas duas primeiras sessões da semana, o potencial recuo na frente comercial entre Washington e Pequim colocou os mercados bolsistas no vermelho. Nas jornadas seguintes, o renovado otimismo quanto a um entendimento entre EUA e China levou a uma melhoria do sentimento dos investidores, mas nalguns casos não foi suficiente para um saldo semanal no verde.

PSI-20 soma 0,89% na semana

PSI-20 soma 0,89% na semana
O índice de referência nacional registou um saldo semanal positivo, estando entre os melhores desempenhos da Europa Ocidental, tendo os CTT e Ibersol sido os títulos que mais valorizaram entre segunda e sexta-feira. O PSI-20 ganhou 0,89% na semana, elevando assim para 9,33% a sua valorização desde o início do ano.

CTT com maior subida em Lisboa

CTT com maior subida em Lisboa
No PSI-20, os CTT foram o título que mais terreno ganhou na semana, com uma valorização acumulada de 8,52%. Do lado contrário esteve uma vez mais a Mota-Engil, com um recuo de 5,14%.

Ipsen com o pior desempenho do Stoxx600

Ipsen com o pior desempenho do Stoxx600
O índice de referência europeu Stoxx600 desvalorizou 0,24% no agregado da semana e a cotada com pior performance foi a farmacêutica francesa Ipsen, que perdeu 18% pressionada pelo facto de dois ensaios clínicos a um dos seus medicamentos terem sido temporariamente travados pela FDA, a agência norte-americana para a segurança alimentar e do medicamento.

Under Armour lidera avanços no S&P 500

Under Armour lidera avanços no S&P 500
A liderar a tabela de melhores “performers” do índice Standard & Poor’s 500 nesta semana esteve a Ulta Beauty, com um ganho de 13,91% no cômputo de segunda a sexta-feira. A empresa norte-americana de cosmética esteve a ser impulsionada pela apresentação de resultados acima do esperado no terceiro trimestre.

Euro ganha contra principais congéneres

Euro ganha contra principais congéneres
A moeda única europeia ganhou terreno no acumulado da semana face às principais moedas, como o dólar, libra esterlina e iene. A nota verde, depois de cinco sessões consecutivas em queda, conseguiu na sexta-feira valorizar face ao euro, à conta dos bons dados do mercado de trabalho nos EUA, mas não o suficiente para um saldo positivo no cômputo de segunda a sexta-feira.

OPEP anima mercado petrolífero

OPEP anima mercado petrolífero
As cotações do "ouro negro" reforçaram os ganhos nas últimas sessões, a marcarem a maior subida semanal desde final de outubro, com o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e referência para as importações portuguesas, a somar perto de 3% no acumulado da semana. A impulsionar a matéria-prima esteve a decisão da Organização de Países Exportadores de Petróleo e dos seus respetivos aliados (OPEP+), de alargar a dimensão dos atuais cortes de produção.

Juros sobem na Europa e EUA

Juros sobem na Europa e EUA
Os juros das dívidas soberanas na Europa e nos EUA com maturidade a 10 anos subiram, na sua grande maioria, no saldo entre segunda e sexta-feira. O clima de maior otimismo na frente comercial a partir de quarta-feira fez com que os investidores regressassem aos ativos de maior risco, como as ações, em detrimento dos chamados valores-refúgio – como é o caso das obrigações.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 07 de Dezembro de 2019 às 09:30
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Os principais mercados acionistas da Europa Ocidental registaram um movimento misto no cômputo de segunda a sexta-feira.

 

Nas duas primeiras sessões da semana, o potencial recuo na frente comercial entre Washington e Pequim – depois de Donald Trump dizer que o acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo poderia só ser alcançado depois das presidenciais norte-americanas, em novembro do próximo ano – colocou os mercados bolsistas no vermelho.

 

Nas jornadas seguintes, o renovado otimismo quanto a um entendimento entre EUA e China passível de travar a entrada em vigor de uma nova fornada de tarifas a partir de 15 de dezembro levou a uma melhoria do sentimento dos investidores, mas nalguns casos não foi suficiente para um saldo semanal no verde. Em Wall Street, foi o bastante.

 

Em grande destaque, pela positiva, esteve o crude. A matéria-prima foi sustentada pelo corte adicional de produção decidido pelos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e seus aliados – o chamado grupo OPEP+.

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