Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

A semana em oito gráficos: pandemia e potencial 'no deal' abalam bolsas na Europa e aliviam juros

As bolsas europeias cederam terreno de forma generalizada, com exceção de Lisboa. Nos EUA, a semana foi de ganhos, apesar dos receios de que não haja acordo para novos estímulos à economia antes das eleições de 3 de novembro.

PSI-20 em contraciclo com resto da Europa

PSI-20 em contraciclo com resto da Europa
De entre as principais bolsas da Europa Ocidental, a praça lisboeta foi a única em alta no acumulado das cinco sessões. O índice de referência para a região, o Stoxx 600, cedeu 0,77%, numa semana em que imperaram os receios em torno da covid-19 e de um não acordo comercial entre a UE e o Reino Unido. Nos EUA, o saldo foi positivo, com a perspetiva da vacina da Pfizer a dar gás no final da semana.

Praça lisboeta soma 1,11%

Praça lisboeta soma 1,11%
O PSI-20 terminou a semana com saldo positivo, reduzindo assim para 18,91% a sua perda no acumulado do ano. O índice de referência nacional foi essencialmente sustentado pelos ganhos no setor da energia, com exceção da Galp. A EDPR disparou mais de 12%, a EDP somou mais de 4% e a REN subiu 0,63%.

EDP Renováveis dispara

EDP Renováveis dispara
A EDP Renováveis escalou 12,29%, tendo sido a cotada do PSI-20 que mais terreno galgou, tendo na quarta-feira marcado um máximo histórico nos 17,56 euros. O Goldman Sachs recomendou a sua compra, vendo grande potencial de crescimento no campo das renováveis. Nas perdas, o destaque foi para as quedas superiores a 6% da Ibersol e da Sonae, seguindo-se o BCP a recuar 5,24%.

Galapagos pressiona Stoxx600

Galapagos pressiona Stoxx600
A Galapagos NV esteve entre os piores desempenhos do Stoxx600, a ceder 11,6%. A biotecnológica belga foi penalizada pelos reveses nos ensaios clínicos levados a cabo em parceria com a Servier para um medicamento de combate à osteoartrite nos joelhos.

Alliance Data dá gás ao S&P 500

Alliance Data dá gás ao S&P 500
A norte-americana Alliance Data Systems foi a cotada com melhor performance do S&P 500, a avançar 13,6% para 55,23 dólares. A fornecedora de serviços de marketing e de soluções de fidelização do consumidor foi sustentada pelo inicio da cobertura das suas ações pelo Goldman Sachs com uma recomendação de “overweight” e um preço-alvo de 67 dólares.

Dólar ganha terreno

Dólar ganha terreno
A nota verde valorizou esta semana face a moedas de peso, como o euro, libra e iene. As incertezas em torno da pandemia e a possibilidade de não haver estímulos à economia dos EUA antes das eleições presidenciais de 3 de novembro levaram os investidores a procurar ativos-refúgio, como o dólar

Crude sobe, mas pouco

Crude sobe, mas pouco
As cotações do petróleo subiram esta semana, devido aos dados robustos das importações chinesas, mas a valorização foi pouco expressiva devido aos receios de um novo excedente da oferta da matéria-prima no próximo ano conjugado com uma menor procura por via de novas restrições decorrentes da pandemia.

Juros aliviam na Zona Euro

Juros aliviam na Zona Euro
Os juros da dívida a 10 anos nos países do euro recuaram esta semana, numa altura em que o aumento de novos casos de covid-19 e a incerteza quanto aos estímulos nos EUA e ao acordo comercial pós-Brexit levam os investidores a procurarem também ativos mais seguros, como as obrigações.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 17 de Outubro de 2020 às 09:30
  • Assine já 1€/1 mês
  • 1
  • ...

Entre as principais praças do Velho Continente, apenas Lisboa teve um saldo positivo esta semana, muito à conta dos títulos da energia, com exceção da Galp.

 

A pressionar a tendência na generalidade da Europa estiveram as novas restrições nalguns países, por conta do ressurgimento dos casos de covid-19, e a possibilidade de não haver um acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Reino Unido.

 

Em Wall Street, a semana foi de ganhos, apesar dos receios de que não haja acordo entre democratas e republicanos com vista à aprovação de um novo pacote de estímulos à economia antes das eleições de 3 de novembro.

 

Por seu lado, o dólar valorizou esta semana face a moedas de peso, como o euro, libra e iene. As incertezas em torno da pandemia e a possibilidade de não haver estímulos à economia dos EUA antes das eleições presidenciais de 3 de novembro levaram os investidores a procurar ativos-refúgio, como a nota verde.

 

Já o petróleo subiu, mas pouco, com os receios de um novo excedente no próximo ano a travarem o ímpeto dado pelo aumento das importações chinesas de crude.

Ver comentários
Saber mais Velho Continente Galp Lisboa mercado e câmbios bolsa eleições petróleo juros
Mais lidas
Outras Notícias