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A semana em oito gráficos: PSI-20 com maior subida em 15 anos em semana de ouro para as bolsas europeias

A perspetiva de uma vacina eficaz contra a covid-19 empolgou os investidores e impulsionou as bolsas europeias, que tiveram a melhor subida acumulada de duas semanas consecutivas desde 2001. Também Wall Street teve um saldo positivo, a apostar na vacina e numa Administração Biden. Já o euro cedeu, os juros aliviaram e o petróleo disparou.

Bolsas europeias brilham com esperança na vacina

Bolsas europeias brilham com esperança na vacina
Foi uma semana de ganhos acentuados para as bolsas europeias, que começaram logo em euforia na segunda-feira a reagir à vitória de Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos e ao anúncio da Pfizer de que a sua vacina contra a covid-19 tinha uma eficácia de 90%. Os investidores iniciaram desde logo uma rotação de carteiras, o que beneficiou as cotadas mais castigadas durante a pandemia, com destaque para o setor financeiro e petrolíferas. O Stoxx600 disparou mais de 5% e no acumulado de duas semanas registou mesmo o melhor desempenho desde 2001. Entre os índices nacionais, o IBEX-35 foi o que mais brilhou, com uma valorização acima de 13%, o que representa a maior subida semanal em 22 anos.

PSI-20 com maior subida semanal em 15 anos

PSI-20 com maior subida semanal em 15 anos
A bolsa portuguesa seguiu o desempenho positivo das pares europeias e somou mais de 8% em cinco sessões, o que traduz o ganho semanal mais forte desde a primeira semana de 2005. O PSI-20 arrancou a semana a subir quase 5% e só descansou de fechar no verde na sexta-feira, apesar da queda muito ligeira. Esta semana de ouro para a bolsa portuguesa permitiu reduzir as perdas anuais do índice português para 16%.

BCP e Galp Energia disparam em Lisboa

BCP e Galp Energia disparam em Lisboa
Numa semana em que entre as 17 cotadas do PSI-20 só a Novabase desceu (em linha com a tendência das tecnológicas lá fora), o BCP e a Galp Energia foram os grandes motores da forte subida do PSI-20. O banco e a petrolífera foram dos títulos mais castigados desde o início da pandemia, pelo que agora foram o alvo predileto dos investidores mais otimistas com a introdução no mercado de uma vacina até ao final do ano que contenha o impacto negativo da pandemia. O banco liderado por Miguel Maya disparou mais de 30% e aproximou-se dos 10 cêntimos, enquanto a petrolífera avançou mais de 20%.

Klépierre sustenta Stoxx600

Klépierre sustenta Stoxx600
A empresa francesa de investimento imobiliário Klépierre esteve entre os melhores desempenhos do Stoxx600, a escalar 63,45%, impulsionada pela expectativa da vacina da Pfizer contra a covid-19, o que sustenta as cotadas que mais têm a ganhar com a reabertura total das economias. Já a Delivery Hero esteve entre as que mais pressionaram, devido ao facto de os reguladores anti-trust da Coreia do Sul terem dito que deveria vender a sua subsidiária Yogiyo de modo a poder garantir a aprovação da planeada compra, por 4 mil milhões de dólares, da proprietária da app de entrega de comida Woowa Brothers.

Kimco dá gás ao S&P 500

Kimco dá gás ao S&P 500
O fundo de investimento imobiliário Kimco Realty foi o título com melhor performance do S&P 500, a avançar 38,89%, à conta das boas recomendações por parte das casas de investimento, com 12 das 20 analisadas pela Market Sentinel a recomendarem “manter”, sete a “comprar” e uma a considerar as ações “overweight”, sem que haja qualquer sugestão de “vender”.

Euro cede na semana

Euro cede na semana
A moeda única europeia desvalorizou esta semana face a moedas de peso, como o dólar, libra e iene. As incertezas em torno do impacto da pandemia, numa altura em que a segunda vaga se faz sentir com força em todo o mundo, contribuíram para que os investidores preferissem apostar na nota verde e na moeda nipónica, consideradas ativos seguros. A libra esterlina ganhou pela elevada dependência da economia britânica do setor dos serviços, pelo que será das que mais tem a ganhar com a eficácia de uma vacina.

Crude sobe com vacina e queda de stocks

Crude sobe com vacina e queda de stocks
As cotações do petróleo subiram mais de 8% esta semana, com a expectativa de uma vacina contra o coronavírus – o que levaria ao alívio das restrições, como os confinamentos decretados em muitos países, decorrentes da segunda vaga de covid – a animar a matéria-prima durante grande parte da semana. Também a queda dos stocks norte-americanos de crude contribuiu para sustentar o crude nos mercados.

Juros avançam na Zona Euro

Juros avançam na Zona Euro
Os juros da dívida a 10 anos nos países do euro avançaram de forma generalizada esta semana. O entusiasmo com a notícia de uma vacina promissora desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech levou os investidores a terem mais apetite pelos ativos de risco, como as ações, em detrimento dos chamados valores-refúgio, como as obrigações soberanas. Apesar de haver receios quanto ao tempo que poderá demorar a que a vacina seja amplamente distribuída, o otimismo sai a ganhar.
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A Europa viveu uma semana robusta, arrancando logo em euforia na segunda-feira, a reagir à vitória de Joe Biden nas eleições dos Estados Unidos e ao anúncio da Pfizer de que a sua vacina contra a covid-19 tinha uma eficácia de 90%.

 

O índice de referência Stoxx Europe 600 subiu 5,1% no agregado das últimas cinco sessões e marcou a sua melhor série de duas semanas de valorização desde maio de 2001. Ou seja, há 19 anos que não tinha um ganho tão pronunciado em duas semanas seguidas.

 

Também Wall Street ganhou terreno pelas mesmas razões.

 

Já o petróleo estabeleceu ganhos semanais superiores a 8%, animado pela perspetiva da vacina – que poderá reabrir totalmente as economias – e pela redução dos inventários norte-americanos de crude.

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