Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

A semana em oito gráficos: PSI-20 sobe 2% em semana de ganhos generalizados na Europa

As principais bolsas europeias ganharam terreno de forma generalizada, esta semana, sustentadas pelas perspetivas positivas em relação ao contexto político de Itália e pela diminuição das tensões comerciais entre Washington e Pequim.

Europa generalizadamente no verde

Europa generalizadamente no verde
As bolsas do Velho Continente tiveram um saldo semanal positivo, sustentadas sobretudo pelo alívio das fricções comerciais entre a China e os EUA e pelo acordo em Itália para a formação de um governo de coligação com o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático – tendo o presidente italiano, Sergio Mattarella, mandatado Giuseppe Conte para avançar com a formação do novo Executivo transalpino.

PSI-20 soma 4,62% na semana

PSI-20 soma 4,62% na semana
O índice de referência nacional ganhou 1,99% esta semana, à semelhança dos principais congéneres da Europa Ocidental, elevando para 3,30% a sua valorização desde o início do ano. O PSI-20 foi especialmente impulsionado pelo bom desempenho da EDP Renováveis e da Jerónimo Martins.

EDPR foi a cotada que mais subiu em Lisboa

EDPR foi a cotada que mais subiu em Lisboa
No PSI-20, a EDP Renováveis foi o título que mais se destacou nas subidas, com uma valorização de 4,37%. Só na sexta-feira ganhou 2,77%, num dia em que a empresa de energias renováveis assegurou um contrato de 15 anos no leilão português de energia solar para a venda de eletricidade produzida pelo projeto solar Ribatejo. Do lado contrário, o BCP foi o título que mais terreno perdeu na semana (4,40%). Em agosto, as ações do maior banco privado português derraparam 16,44%, naquela que foi a maior perda mensal desde junho de 2016. As quedas prolongam-se desde a apresentação dos resultados semestrais, no final do mês passado.

Ambu com bom desempenho no Stoxx600

Ambu com bom desempenho no Stoxx600
A Ambu, empresa dinamarquesa de tecnologia médica, foi uma das cotadas do índice de referência europeu Stoxx600 que mais terreno ganhou no agregado da semana, ao somar 15,71%. A empresa, que teve o melhor desempenho da bolsa dinamarquesa na última década, ao disparar 5.000%, foi sustentada esta semana por uma recomendação positiva por parte da Autoridade norte-americana da Alimentação e Medicamentos (FDA).

Dollar General anima S&P 500

Dollar General anima S&P 500
A norte-americana Dollar General subiu 13,39% esta semana, tendo sido o título do Standard & Poor’s 500 que mais terreno ganhou. A retalhista avançou com previsões de resultados que superaram as estimativas, o que beneficiou o desempenho das suas ações em bolsa.

Euro em mínimos de mais de dois anos

Euro em mínimos de mais de dois anos
A moeda única europeia depreciou-se face à nota verde no cômputo semanal, a ceder 1,37%. Na sessão de sexta-feira perfurou o patamar dos 1,10 dólares, o que não acontecia desde 16 de maio de 2017. A pressionar a moeda única estiveram os dados que mostram que a inflação na Zona Euro se mantém persistentemente baixa e o facto de haver responsáveis pela política monetária do Banco Central Europeu que dizem que não apoiarão as medidas de flexibilização quantitativa na reunião de setembro.

Petróleo sobe com queda de stocks nos EUA

Petróleo sobe com queda de stocks nos EUA
O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, ganhou 1,72% na semana, muito à conta da queda dos inventários norte-americanos de crude na semana passada. Apesar de na sexta-feira ter caído, devido sobretudo às estimativas de aumento da produção na OPEP e aos receios de debilidade económica mundial, esse recuo não foi suficiente para alterar a tendência positiva da semana.

Juros italianos afundam 31,9 pontos base

Juros italianos afundam 31,9 pontos base
Os juros da dívida italiana a dez anos marcaram sucessivos mínimos históricos esta semana, tendo caído 31,9 pontos base para 0,998% no período de segunda a sexta-feira. Depois e o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático se terem entendido, o presidente italiano, Sergio Mattarella, mandatou Giuseppe Conte para formar novo governo no país, o que trouxe maior otimismo ao mercado e levou a um maior investimento na dívida transalpina. Já as “yields” das obrigações portuguesas a dez anos recuaram 3,9 pontos base para 0,125%. O movimento de recuo nas rendibilidades da dívida soberana na Europa foi bastante generalizado, com as obrigações alemãs e espanholas a registarem a mesma tendência.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Agosto de 2019 às 09:30
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

No Velho Continente, as principais praças bolsistas registaram saldos semanais positivos, muito à conta da melhoria do panorama político em Itália, depois de na quarta-feira o presidente do país, Sergio Mattarella, ter mandatado Giuseppe Conte para formar governo após um acordo de coligação entre o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático.

 

A contribuir para o otimismo dos investidores esteve também o alívio das fricções comerciais entre os Estados Unidos e a China.

 

Pequim garantiu que não vai responder ao último aumento de tarifas aduaneiras anunciado por Donald Trump, considerando que o escalar das tensões não é benéfico para ninguém. Além disso, o porta-voz do Ministério do Comércio, Gao Feng, disse esperar que o presidente americano ainda desista das tarifas anunciadas na semana passada.

Por cá, a EDP Renováveis e a Jerónimo Martins foram as cotadas que mais valorizaram no cômputo da semana,

Nas bolsas de Wall Street a tendência foi também de subida, apesar de se manterem receios de uma eventual recessão nos EUA.

Ver comentários
Saber mais PSI-20 Europa Giuseppe Conte Itália Sergio Mattarella política Partido Democrático Movimento 5 Estrelas bolsa juros petróleo euro dólar
Outras Notícias