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A semana em oito gráficos: Bolsas mundiais e petróleo em maré de ganhos

As bolsas ganharam terreno de forma generalizada esta semana, com o petróleo a registar também subidas acentuadas.

Mercados globais em alta

Mercados globais em alta
A semana foi positiva para os mercados globais, apesar dos receios em torno do ressurgimento de focos de covid-19 em países como a China e os EUA. As novas medidas de estímulo anunciadas por vários governos e bancos centrais, e os avanços na fase um do acordo comercial entre Washintgon e Pequim, ajudaram ao otimismo.

PSI-20 sobe mais de 2% na semana

PSI-20 sobe mais de 2% na semana
A bolsa nacional acompanhou a prestação positiva das restantes praças europeias e acumulou uma valorização semanal de 2,32%, reduzindo assim para 14,47% a sua perda no acumulado do ano. A Jerónimo Martins deu um bom impulso à praça lisboeta, e a Sonae foi das que mais ajudou a travar os ganhos.

Corticeira lidera ganhos no PSI-20

Corticeira lidera ganhos no PSI-20
A Corticeira Amorim foi a cotada que mais valorizou, com um ganho acumulado de 8,66%. Na sexta-feira atingiu mesmo um máximo de 5 de março, a capitalizar o anúncio feito na véspera de que adquiriu 30% da sueca Elfverson. A unidade de rolhas da Corticeira, que desenvolve e produz rolhas capsuladas para o segmento de bebidas espirituosas, conta assim com um novo reforço.

SBB brilha e Wirecard afunda no Stoxx600

SBB brilha e Wirecard afunda no Stoxx600
A Samhallsbyggnadsbolaget i Norden AB (SBB) foi o título do índice de referência europeu Stoxx600 que mais subiu no agregado da semana, ao disparar 17,2%. A empresa sueca do ramo imobiliário foi sustentada pela atualização das suas metas financeiras, com o crescimento do lucro por ação estimado em mais de 15% nos próximos cinco anos. Já a cotada com pior performance no índice foi a emprega alemã de pagamentos Wirecard, a afundar 71,97% depois de o seu CEO, Markus Braun, se demitir na sequência de um novo escândalo financeiro na empresa.

Lam Research anima S&P 500

Lam Research anima S&P 500
A Lam Research Corp. escalou 11,85% esta semana, tendo sido o título do Standard & Poor’s 500 que mais terreno ganhou. A empresa norte-americana de semicondutores foi impulsionada pelo facto de estar incluída na lista de oito empresas que a revista de informação financeira Barron’s considera terem robustez financeira para manterem, e até talvez aumentarem, os seus dividendos durante a crise pandémica.

Dólar recupera tração

Dólar recupera tração
A nota verde ganhou terreno face a algumas das suas principais congéneres, como o euro, libra e iene, sustentada sobretudo pelos bons dados económicos, como a forte subida das vendas a retalho em maio, e também pelo aliviar de tensões entre os EUA-China com a perspetiva de avanços na fase um do acordo comercial.

Petróleo dispara com maior consumo

Petróleo dispara com maior consumo
As cotações do "ouro negro" avançaram, impulsionadas pela expectativa de um aumento do consumo de combustível e pela promessa dos membros da OPEP+ de cumprirem os cortes de produção que foram definidos. O Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, somou mais de 8% na semana.

Juros aliviam no sul da Europa

Juros aliviam no sul da Europa
O mercado de obrigações europeu tem sido fortemente suportado pelo programa de compra de ativos do BCE, que dá conforto aos investidores para apostar nestes títulos, sobretudo nas sessões de maior volatilidade nas bolsas. Esta semana, a "yield" das obrigações espanholas a 10 anos desceu 10,1 pontos base para 0,493. Em Portugal a taxa dos títulos com a mesma maturidade cedeu 6,1 pontos base para 0,509%. Em contrapartida, os juros das bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, subiram.
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 20 de Junho de 2020 às 09:30
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Os investidores sentiram-se animados, esta semana, pelas novas medidas de estímulo anunciadas por vários governos e bancos centrais, e pelos avanços na fase um do acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Isto apesar dos receios em torno do ressurgimento de focos de covid-19 em países como a China e os EUA.

 

Também o "ouro negro" teve um saldo positivo, impulsionado pela expectativa de um aumento do consumo de combustível e pela promessa dos membros da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados) de cumprirem os cortes de produção que foram definidos.

 

Já as obrigações soberanas dos países do sul da Europa negociaram em alta, numa altura em que os investidores continuam a apostar nos títulos de dívida, apesar das taxas de rendibilidade mais baixas.

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