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A semana em oito gráficos: Europa e EUA perdem fôlego, com Lisboa em contraciclo. Petróleo e dólar também recuam

As bolsas dos EUA e da Europa perderam terreno esta semana, com exceção de Lisboa. Também o petróleo e o dólar cederam. Já os juros da dívida aliviaram na periferia da Zona Euro.

Lisboa em contraciclo com resto da Europa e EUA

Lisboa em contraciclo com resto da Europa e EUA
As principais praças europeias tiveram uma semana negativa, ao acumularem perdas entre 0,6% em Frankfurt e 2,65% em Londres. Apesar de o envelope chorudo acertado em sede de Conselho Europeu para distribuir pelos países da região, as tensões entre os Estados Unidos e a China e o número crescente de casos de covid-19 falaram mais alto. Em Wall Street, também os índices cederam terreno.

PSI-20 valoriza pela quarta semana seguida

PSI-20 valoriza pela quarta semana seguida
A bolsa nacional foi a única na Europa Ocidental que consumou um ganho semanal, à boleia das boas prestações de algumas cotadas, em altura de apresentação de resultados. O índice PSI-20 alargou assim o ciclo de subidas pela quarta semana consecutiva, algo que não se via desde a última semana do ano passado.

Nos e Pharol brilham em semana de resultados

Nos e Pharol brilham em semana de resultados
A liderar a tabela das subidas semanais na bolsa nacional estiveram a Nos e a Pharol, ambas com um ganho de dois dígitos. No primeiro caso, a empresa liderada por Miguel Almeida superou as expectativas do mercado em relação aos seus resultados semestrais, apesar da robusta queda homóloga de mais de 60%. No lado oposto da tabela esteve o BCP, com uma queda superior a 5%.

GVC: a pior performance do Stoxx600

GVC: a pior performance do Stoxx600
A GVC Holdings, empresa britânica de apostas e jogos de azar, foi o título do Stoxx600 que mais perdeu, a ceder 15,7%. A cotada na bolsa londrina foi penalizada pelo anúncio de que a autoridade tributária e aduaneira do Reino Unido alargou o âmbito da sua investigação aos negócios online do grupo na Turquia.

Intel: a maior queda do S&P 500

Intel: a maior queda do S&P 500
A Intel cedeu em torno de 15% esta semana, pressionada pelo anúncio de que a sua nova tecnologia, os chips de 7 nanómetros, está com seis meses de atraso. Também a estimativa de lucros para o atual trimestre abaixo da projeção do mercado penalizou a tecnológica norte-americana.

Dólar perde tração

Dólar perde tração
O dólar depreciou-se esta semana face a moedas rivais como o euro, libra e iene, e está a caminho do pior mês desde o início de 2018. Taxas reais negativas nos EUA, a proliferação da covid-19 no país e o aumento do apetite pelo risco têm afastado os investidores da nota verde. O euro, por seu lado, renovou máximos de 2018 face à moeda norte-americana.

Stocks, tensões comerciais e covid abalam crude

Stocks, tensões comerciais e covid abalam crude
As cotações do petróleo foram pressionadas esta semana pelo aumento das reservas norte-americanas, pelo renovar de tensões EUA-China e pelo facto de o número de casos de covid-19 continuar a aumentar em muitas regiões do mundo, nomeadamente nos Estados Unidos. Na quarta-feira os preços chegaram a atingir máximos de inícios de março, sustentados pela debilidade do dólar, mas o saldo semanal acabou por ser negativo.

Juros de Itália têm melhor semana em dois meses

Juros de Itália têm melhor semana em dois meses
Os juros da dívida de Itália protagonizaram a sua melhor semana dos últimos dois meses, depois de terem tocado em mínimos de quatro meses e meio graças a uma queda de 17 pontos base na semana, como resposta ao envelope oriundo do Conselho Europeu. Este sentimento foi reproduzido no mercado de dívida por todo o sul da Europa, com Portugal e Espanha a conhecerem uma perda semanal de 6 pontos base e a Grécia a aliviar 10 pontos base.
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As bolsas europeias e norte-americanas estiveram a ser pressionadas pelo renovar de tensões entre Washington e Pequim e pelo facto de os novos casos de covid-19 continuarem a aumentar em muitas regiões do mundo, nomeadamente EUA e Brasil.

 

Na Europa Ocidental, Lisboa foi a exceção às quedas. As restantes praças ainda foram impulsionadas pelo acordo "histórico" dos líderes europeus na madrugada de terça-feira – para fechar o plano de relançamento da economia europeia com base no orçamento para 2021-2027 e no Fundo de Recuperação, que no total mobilizam 1,82 biliões de euros – mas isso não foi suficiente para se manterem no verde.

 

O petróleo também foi pressionado pelas fricções EUA-China e pelo aumento das infeções por covid-19, bem como pelo aumento dos stocks norte-americanos de crude – o que constituiu uma surpresa, já que se esperava uma diminuição das reservas.

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