Bolsa Abertura dos mercados: Bolsas europeias sobem para máximos de cinco meses. Libra alivia de máximos

Abertura dos mercados: Bolsas europeias sobem para máximos de cinco meses. Libra alivia de máximos

As bolsas europeias estão em máximos de outubro, a beneficiar de um maior otimismo sobre o Brexit, depois de os deputados terem rejeitado uma saída da UE sem acordo. O petróleo está a subir, após a queda das reservas dos EUA, e a libra está a aliviar de máximos de nove meses.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias sobem para máximos de cinco meses. Libra alivia de máximos
Reuters
Sara Antunes 14 de março de 2019 às 09:30

Os mercados em números

PSI-20 sobe 1,15% para 5.265,88 pontos

Stoxx 600 ganha 0,56% para 377,72 pontos

Nikkei desvalorizou 0,02% para 21.287,02 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,2 pontos base para 1,341%

Euro cede 0,03% para 1,1323 dólares

Petróleo sobe 0,68% para 68,01 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias sobem para máximos de outubro

As bolsas europeias seguem em alta, com os investidores à espera dos desenvolvimentos do Brexit. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a subir 0,56%, atingindo máximos de cinco meses, com os investidores positivos em relação aos desenvolvimentos sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

 

O dia será marcado por mais uma votação no Parlamento britânico. Depois de ontem os deputados terem rejeitado uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo - o que está a animar os investidores - hoje é a vez de se votar o adiamento do Brexit. Os investidores continuam atentos à evolução desta questão, que tem condicionado a negociação devido à elevada incerteza.

Na bolsa nacional o cenário é positivo. O PSI-20 sobe mais de 1%, numa altura em que o grande destaque é a Altri, cujas ações estão a subir mais de 5%, depois de ontem ter apresentado os seus resultados de 2018.

 

Já as praças asiáticas fecharam em queda, depois de terem sido divulgados indicadores económicos que reiteram a perspetiva de travagem da economia chinesa, o que deixa os investidores apreensivos.

 

Juros com descidas ligeiras

As taxas de juro implícitas na dívida portuguesa estão a registar uma subida muito ligeira, numa altura em que o cenário é partilhado pela generalidade dos países. A "yield" associada à dívida a 10 anos de Portugal está a descer 0,2 pontos base para 1,341%, tendo esta semana atingido já um novo mínimo histórico, enquanto o juro da bund alemã está a crescer dois pontos para 0,085%. Os juros de Itália e Espanha também estão a registar descidas ligeiras.

 

Libra alivia de mínimos de nove meses

Os deputados britânicos recusaram ontem um cenário de saída da União Europeia sem acordo. Esta posição animou a negociação da libra que subiu 2% contra o dólar. Hoje o dia será marcado por uma nova votação, e a libra está a aliviar do máximo de nove meses atingido ontem, à espera do desfecho da votação sobre o adiamento do Brexit.  

 

Queda das reservas dos EUA sustenta petróleo

Os preços do petróleo estão em alta, a beneficiar da queda das reservas de crude dos EUA, o que está a elevar a expectativa de que pode não haver excesso de oferta no mercado. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a subir 0,68% para 68,01 dólares.

 

A contribuir estão os dados divulgados pelos EUA, que apontam para um aumento das reservas de crude de 3,86 milhões de barris na semana passada.

 

Ouro desce com subida do dólar

O dólar está a subir, a beneficiar dos últimos dados económicos que apontam para o fortalecimento da economia americana, num ambiente em que se prevê que a Reserva Federal (Fed) não suba os juros do país. Esta evolução acaba por ditar a queda do ouro, que costuma oscilar em sentido contrário ao dólar.




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