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Abertura de mercados: Petróleo em queda e euro em alta

A situação da Grécia continua a marcar a agenda dos investidores. Os ministros das Finanças do euro reconheceram ontem que as negociações estão a correr melhor depois das mexidas decididas por Alexis Tsipras. Mas são necessários mais avanços nas pensões, na reforma do mercado de trabalho e nas privatizações.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 12 de Maio de 2015 às 07:54
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A situação da Grécia continua a captar muita atenção nos mercados. Os ministros das Finanças do euro reconheceram esta segunda-feira,11 de Maio, que as negociações com o Governo grego estão agora a correr melhor depois das mexidas decididas pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, que optou por diluir o protagonismo do ministro Yanis Varoufakis depois da controversa reunião informal de Riga.

 

Numa curta declaração divulgada após a reunião mensal, o Eurogrupo advertiu, porém, que ainda é preciso "mais tempo e mais esforços" para alcançar um acordo global. E sem um acordo global, não há transferências, repetiu Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo, referindo-se aos 7,2 mil milhões de euros que ainda estão disponíveis no âmbito do actual resgate, que expira no fim de Junho.

 

No comunicado, os ministros saúdam os "progressos alcançados até agora", referindo as melhorias introduzidas nos procedimentos de trabalho que consideram terem contribuído para uma "discussão mais substancial". No entanto, ainda é preciso "mais tempo e esforço para ultrapassar as divergências que permanecem".

 

Na semana passada, vários responsáveis europeus manifestaram dúvidas quanto à possibilidade de ser alcançado um acordo esta segunda-feira. Michel Sapin, ministro das Finanças francês, antecipava mesmo que o acordo fosse fechado esta terça-feira, dia em que decorre o Ecofin, a reunião dos ministros de Economia e Finanças da União Europeia.

 

O euro está esta manhã a ganhar terreno face ao dólar, somando 0,37% para 1,1196 dólares.

 

Quanto às matérias-primas, os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate cede 0,12% para 59,18 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, desce 0,25% para 64,75 dólares por barril. Este comportamento tem lugar numa altura em que os investidores incorporam as previsões que apontam para um abrandamento das reservas nos Estados Unidos e em que há sinais que indicam que o excesso de oferta mundial vai persistir.

 

No mercado bolsista asiático, a sessão está a ser sobretudo de perdas. O MSCI Ásia Pacífico desce 0,2%, uma tendência acompanhada pelo principal índice de Hong Kong. No Japão, o Nikkei e o Topix oscilaram entre perdas e ganhos nesta terça-feira, tendo os resultados de empresas, que ficaram aquém do esperado, marcado a sessão em Tóquio. No fecho da sessão, o Nikkei somou 0,02% e o Topix avançou 0,25%.

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