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Abertura de mercados: Petróleo sobe pelo quarto dia

Uma greve justifica o avanço do preço dos petróleo nos mercados internacionais num dia em que mais um banco central, neste caso, o australiano, decide baixar a taxa de juro directora.

Reuters
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2015 às 07:37
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É um comportamento contrário àquele que, há meses, se tem visto no mercado petrolífero. Os preços da matéria-prima estão a avançar há quatro sessões consecutivas, o maior ciclo de ganhos desde Agosto de 2014.

 

Em Londres, o mercado de referência para as importações nacionais, os contratos futuros de Brent do Mar do Norte estão a ganhar 1,02% para os 55,31 dólares por barril. Há cinco dias, o barril custava 48 dólares. Já em Nova Iorque, o crude West Texas Intermediate soma 0,71% para os 49,92 dólares por barril. Estava nos 44 há cinco sessões.

 

A Bloomberg relata que esta tendência de subida se deve, essencialmente, a uma greve de trabalhadores de refinarias e gasodutos norte-americanos iniciada a 1 de Fevereiro. A especulação de que a paralisação dos funcionários se prolongue ao ponto de prejudicar o fornecimento de petróleo e de derivados, como gasolina e gasóleo, sustenta este avanço dos preços. Menos oferta conduz a uma descida dos preços.

 

Esta terça-feira, a notícia mais relevante dos mercados está relacionada com o facto de o Royal Bank of Australia ter seguido outros grandes bancos centrais e cortado a taxa directora de 2,5% para 2,25%. É mais um dos bancos centrais a combater a inflação e a queda dos preços das matérias-primas. Um movimento que já teve consequências no desempenho bolsista.

 

No caso do Japão, a queda do dólar australiano foi para mínimos de seis anos (Maio de 2009) face ao dólar mas também ocorreu face a outras moedas: acabou por levar a uma subida do peso do nipónico iene, o que prejudicou o desempenho das exportadoras japonesas. Os índices japoneses caíram na terça-feira. O Nikkei recuou 1,27% para os 17.335,85 pontos ao passo que o Topix cedeu 1,16% e ficou nos 1.392,39 pontos.

 

Apesar disso, as bolsas asiáticas até seguiam em alta durante a segunda sessão da semana, beneficiando daquela que parece ser uma flexibilização da posição da Grécia, enunciada em entrevista ao Financial Times. Wall Street também já havia recuperado na sua primeira sessão da semana da maior queda mensal do último ano.

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