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Abertura dos mercados: Eurogrupo com Grécia na agenda domina atenções

Os investidores vão estar esta segunda-feira de olhos postos em Bruxelas, no encontro dos ministros das Finanças do euro. A dominar a agenda desta reunião está a situação da Grécia.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 11 de Maio de 2015 às 07:51
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Esta segunda-feira, 11 de Maio, decorre em Bruxelas um encontro dos ministros das Finanças do euro (Eurogrupo). A situação grega vai dominar o encontro tendo ficado definido que esta segunda-feira é a data-limite para um acordo entre o Governo de Atenas e os parceiros europeus.

 

O Banco Central Europeu ameaçou, inclusivamente, encolher a linha de crédito aos bancos gregos, caso não seja alcançado um acordo. Mas vários responsáveis europeus manifestaram já dúvidas quanto à possibilidade de ser alcançado um acordo hoje. Michel Sapin, ministro das Finanças francês, espera que o acordo seja fechado esta terça-feira, 12 de Maio, dia em que decorre o Ecofin, a reunião dos ministros de Economia e Finanças da União Europeia.

 

Para ser ultrapassado o impasse, que tem atrasado a transferência para os cofres gregos de uma parcela de 7,2 mil milhões de euros do empréstimo concedido em 2012, é necessário ainda avanços em várias matérias, como pensões e mercado laboral, sendo que as partes ainda divergem nas negociações técnicas, pelo que nem deverá haver hoje uma discussão aprofundada ao nível político.

 

Ainda assim, o primeiro-ministro Alexis Tsipras espera que do Eurogrupo de hoje saia uma "declaração clara" sublinhando os avanços registados nas negociações entre o governo helénico e os credores. "Queremos que o Eurogrupo de segunda-feira integre uma declaração clara do progresso feito nos últimos tempos", vincou Tsipras, citado pela France Presse após um conselho de ministros extraordinário que teve este domingo em Atenas.

 

Este impasse em relação à situação na Grécia está a pressionar o comportamento da moeda única, com os investidores a temerem que Atenas vá lutar para garantir mais ajuda. O euro desce 0,34% para 1,1161 dólares.

 

Por outro lado, a marcar o dia nos mercados asiáticos está a decisão do banco central da China em reduzir as taxas de juro pela terceira vez em seis meses. O Banco Popular da China desceu a taxa de juro a um ano em 0,25 pontos percentuais para 5,1% e reduziu a taxa a um ano sobre os depósitos também em 0,25 pontos percentuais para 2,25%, de acordo com a Bloomberg.

 

Esta decisão da autoridade monetária em Pequim impulsionou os principais índices asiáticos. O MSCI Ásia Pacífico soma 0,3% e o Shanghai Composite Index avança 2%. As praças japonesas encerraram também em alta, tendo o Nikkei somado 1,25% e o Topix cresceu 0,67%.

 

No mercado das matérias-primas os preços do petróleo seguem sem uma tendência definida. O West Texas Intermediate cede 0,02% para 59,38 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, soma 0,15% para 65,49 dólares por barril. 


Esta evolução tem lugar numa altura em que a perfuração nos Estados Unidos reduziu o número de plataformas activas para o valor mais baixo desde Setembro de 2010, segundo a agência de informação norte-americana.

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