Bolsa Negociação na bolsa chinesa volta a ser suspensa após queda de 7% em 30 minutos

Negociação na bolsa chinesa volta a ser suspensa após queda de 7% em 30 minutos

As acções chinesas voltaram a ser suspensas devido à forte desvalorização. Desta vez, apenas 30 minutos depois do início da negociação. A queda do yuan justifica os receios dos investidores.
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Rita Faria 07 de janeiro de 2016 às 08:00

Novo dia negro na bolsa chinesa. Esta quinta-feira, 7 de Janeiro, a negociação das acções voltou a ser suspensa, apenas 30 minutos depois do início da sessão. Nessa altura já caíam mais de 7%, o que fez accionar, pela segunda vez esta semana, o mecanismo de suspensão das negociações, criado para travar fortes volatilidades no mercado. Os mercados na China estão abertos das 9h30 às 15h00, com uma pausa de 90 minutos a meio da sessão.  

 

Este mecanismo de suspensão já havia sido accionado na segunda-feira, a hora e meia do fecho das negociações. A bolsa chinesa teve o pior arranque de ano das duas últimas décadas, depois de terem sido divulgados, no fim-de-semana, dados sobre a actividade industrial da China que fizeram soar o alarme.

 

A juntar a estes indicadores, o banco central chinês desvalorizou a taxa de referência do yuan esta quinta-feira, pelo oitavo dia consecutivo. A desvalorização foi de 0,51% para 6,5646, o valor mais baixo desde Março de 2011.

 

Ainda que um yuan mais fraco contribua para impulsionar o sector exportador do país, também aumento os riscos para os mutuários em moeda estrangeira do país, e faz crescer a especulação de que a desaceleração na maior economia da Ásia é mais profunda do que os dados oficiais sugerem.

 

A desvalorização inesperada da moeda chinesa em Agosto provocou uma forte turbulência nos mercados mundiais, aumentando os receios de que a decisão pudesse provocar uma verdadeira guerra mundial e exacerbar as pressões deflacionárias nos países desenvolvidos. 

A suspensão das acções chinesas esta quinta-feira arrastou os principais índoces asiáticos e levou as bolsas europeias para mínimos de Outubro. As matérias-primas também estão em forte queda, com o petróleo em novos mínimos de 2004. 


(notícia actualizada às 09h02 )

 




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