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Acções da Semapa e da Portucel suspensas de negociação (act.)

As acções da Semapa e da Portucel encontram-se suspensas de negociação, desde a pré-abertura de hoje, a aguardarem a publicação de um facto relevante, revelaram fontes oficiais da Euronext e da CMVM ao Jornal de Negócios Online. Os operadores de mercado a

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As acções da Semapa e da Portucel encontram-se suspensas de negociação, desde a pré-abertura de hoje, a aguardarem a publicação de um facto relevante, revelaram fontes oficiais da Euronext e da CMVM ao Jornal de Negócios Online. Os operadores de mercado alertam para a eminência do lançamento de uma OPA sobre a papeleira.

Contactada, fonte oficial da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) disse ao Jornal de Negócios Online (www.negocios.pt) que a entidade que gere os mercados, em coordenação com a bolsa, decidiu suspender ambos os papéis de negociação «até que uma das empresas, a Semapa ou a Portucel, divulguem ao mercado um facto relevante». A mesma informação foi prestada pela Euronext Lisbon.

A CMVM não confirma que o facto relevante possa estar relacionado com o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA), um cenário avançado pelos operadores de mercado, já que ambas as empresas estão actualmente envolvidas num processo de consolidação.

Na última fase de privatização da Portucel, a Semapa adquiriu uma fatia de 30% da empresa, um preço unitário de 1,45 euros.

O consórcio de bancos Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Banco Espírito Santo (BES) estabeleceu igualmente acordos de compra e venda da posição de 25% que a Sonae SGPS [SON] detém na empresa de pasta e papel, podendo alienar, através de uma «opção de venda», esta tranche à Semapa, que desta forma ultrapassaria o limite de OPA obrigatória inscrito no Código de Valores Mobiliários.

Um parceiro estratégico para parquear a potencial posição dos bancos é uma das soluções que tem sido avançada pela imprensa e que evitaria que Queiroz Pereira tivesse de lançar uma OPA sobre a totalidade das acções da empresa.

As acções da Portucel e da Semapa não chegaram hoje a fazer qualquer negócio, tendo sido suspensas ao preço de fecho de sexta-feira, ou seja, 1,46 euros e 3,83 euros, respectivamente.

«A reacção do mercado vai depender da hora a que sair e da comunicação que for emitida. Penso que não sairá nada de novo, mas vamos esperar para ver», disse um operador da Probolsa.

A ocorrer uma OPA por parte da Semapa, teria de ser lançada a, pelo menos, 1,55 euros por acção, preço que será pago à Sonae pelo consórcio de bancos.

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