Bolsa Acções da Zon e Sonaecom caem com investidores a “vender no facto”

Acções da Zon e Sonaecom caem com investidores a “vender no facto”

As acções do sector das telecomunicações português estão a negociar em queda após ter sido aprovada a fusão entre a Zon e a Optimus. Zon e Sonaecom depreciam menos do que o PSI-20 e a concorrente Portugal Telecom mantém volatilidade das últimas semanas.
Acções da Zon e Sonaecom caem com investidores a “vender no facto”
Hugo Paula 27 de agosto de 2013 às 12:17

As acções do sector das telecomunicações português estão a perder território num dia marcado pela aprovação de um dos maiores negócios na história recente do PSI-20: a fusão entre a Zon e a Optimus.

 

A Portugal Telecom (PT) destaca-se ao cair 2,62% para os 2,828 euros, tendo já chegado a perder 3,00% no início da sessão. Uma descida mais acentuada do que a do restante sector mas que pode ser explicada pela maior volatilidade que os títulos têm demonstrado, nas últimas semanas, explicou um analista contactado pelo Negócios.

 

“A PT tem tido maior volatilidade”, tanto nas descidas como nas subidas, explicou, referindo as dificuldade sentidas no Brasil. O mesmo analista reconhece, porém, "que a fusão [da Zon e da Optimus] não é uma boa notícia” para a incumbente do mercado português de telecomunicações.

 

Por outro lado, a Zon e a Sonaecom estão apenas dependentes do voto dos accionistas para concluir a fusão, o que leva a generalidade dos bancos de investimento a dar a operação como um dado adquirido.

 

Isso não impede que a Zon desvalorize 0,85% para 4,194 euros, tendo chegado a perder 1,91% para 4,149 euros. Com um comportamento semelhante segue a Sonaecom, que deprecia 1,05% para 1,799 euros, tendo chegado a recuar 1,82% para 1,785 euros.

 

As perdas estão relacionadas com a evolução do mercado em geral, referiram fontes do mercado ao Negócios. Contudo, uma das fontes observou que as perdas das duas operadoras são inferiores às do PSI-20.

 

Dada a notícia da aprovação pela Autoridade da Concorrência, não seria de estranhar que a Zon e Sonaecom contrariassem as perdas do índice principal, referiu fonte do mercado. Ainda assim, é possível intuir que se verifica a máxida de bolsa que recomenda “comprar no rumor, vender no facto”, concluiu.




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