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Acções do BCP derrapam 6% em dia de estreia dos novos títulos

As acções do Banco Comercial Português seguem a descer mais de 5%, tendo chegado já a recuarem mais de 6%. A pressionar a evolução do BCP pode estar a tomada de mais-valias por parte dos investidores.

Miguel Baltazar/Negócios
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As acções do Banco Comercial Português estão no vermelho no dia em que estreiam em bolsa os novos títulos do banco, relativos ao aumento de capital realizado pela instituição. As acções do banco liderado por Nuno Amado seguem a cair 5,21% para 11,3 cêntimos, numa altura em que já trocaram de mãos mais de 109 milhões de títulos. A média dos últimos seis meses é de 306 milhões de títulos trocados por dia.

 

Ainda assim, as acções do BCP chegaram já esta nesta sessão a recuar 6,64% para 11,11 cêntimos. Esta segunda-feira, 28 de Julho, as mais de 34 mil milhões de novas acções do BCP começam a negociar na praça nacional. Alguns analistas, consultados pelo Negócios, referem que esta transacção deverá ser pautada pela realização de mais-valias, ditando a queda da cotação. Ainda assim, realçam que os títulos poderão ser suportados pelo sucesso do aumento de capital, que aumentou o optimismo em relação ao banco, escreve o hoje o Negócios.

 

No aumento de capital os investidores compraram 34.487.542.355 acções, pagando 6,5 cêntimos por cada uma.

 

O BCP teve um processo de recapitalização conturbado, devido à crise em torno do Grupo Espírito Santo. Os direitos que davam acesso às novas acções afundaram, tal como os títulos, que chegaram a cair quase 32% para um mínimo de 9,58 cêntimos. Contudo, na semana passada a tendência inverteu-se. Ainda assim, a recuperação pode não ser duradoura.

 

"No curto prazo poderá haver alguma pressão vendedora", acredita Gonçalo Salvado. O analista da Dif Broker afirma que "se alguns investidores decidirem realizar mais-valias com as acções subscritas no aumento de capital", a estreia dos títulos será em queda. Steven Santos explica porquê: "Como o preço do mercado está acima do preço teórico da operação – que inclui o custo dos direitos –, alguns investidores poderão tomar mais-valias e pressionar a acção". O gestor da XTB defende ainda que o volume de novas acções "deverá ter um impacto negativo na acção, embora parte do efeito de diluição já tenha sido descontado".

 

Uma opinião também partilhada por Miguel Gomes da Silva. O responsável da sala de mercados do Montepio afirma que "o número de acções mais do que duplicou, o que terá inevitavelmente um impacto".

 

Esta manhã, através de um comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), foi divulgado que a Ageas, a empresa que comprou ao BCP os 49% que o banco detinha nas seguradoras Ocidental e da Médis, detém mais de 1,08 mil milhões de acções do BCP, o que corresponde a 2,01% do capital do banco. Esta posição foi conquistada no aumento de capital realizado pelo BCP.

 

Esta segunda-feira, o banco liderado por Nuno Amado apresenta os resultados relativos aos primeiros seis meses. De acordo com o Caixa BI, o banco liderado por Nuno Amado deverá apresentar uma redução dos prejuízos trimestrais para 36 milhões de euros. 

 

(Correcção: O número de acções que se estreou em bolsa supera os 34 mil milhões e não os 34 milhões)

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