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Acções do BPI perdem mais de 9% com fim da OPA do CaixaBank

O banco negoceia no valor mais baixo desde 16 de Fevereiro, altura em que os catalães lançaram a oferta pública de aquisição a 1,329 euros por acção. Os títulos atingiram esta manhã os 1,14 euros.  

Miguel Baltazar
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As acções do BPI estão a reagir em forte queda ao fim da oferta pública de aquisição (OPA) lançada a 17 de Fevereiro deste ano pelo CaixaBank. Os títulos iniciaram a sessão a perder 5,48% e já recuaram um máximo de 9,45%. O banco segue agora a perder 3,49% para negociar nos 1,215 euros, o valor mais baixo desde 16 de Fevereiro deste ano, ou seja, um dia antes de o CaixaBank ter surpreendido o mercado com a oferta sobre o banco liderado por Fernando Ulrich.

Quatro meses passados desde o lançamento da oferta, o banco catalão deixa cair a proposta por não ter conseguido a desblindagem dos estatutos do banco (condição essencial para a oferta tivesse sucesso).

"Não se deu cumprimento à condição em que se eliminaria o limite dos direitos de voto que um accionista pode emitir, estabelecido nos estatutos do BPI, pois a assembleia-geral do BPI de ontem [quarta-feira] acordou não eliminar essa limitação estatutária", informou o CaixaBank em comunicado à CMVM.

A desistência do CaixaBank acontece, assim, na sequência directa da manutenção dos limites de voto. Era necessária a aprovação por 75% dos votos expressos em assembleia-geral para que houvesse uma alteração de estatutos, mas apenas 52% deram o seu aval, pelo que a opção caiu.

Com o fim da OPA, uma das opções que está agora em cima da mesa é uma fusão entre o BPI e o BCP, algo proposto por Isabel dos Santos. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado ganham 2,82% para 8,03 cêntimos. 

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