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Acções europeias sobem com expectativa de corte nos juros pelo BCE

As acções europeias subiram lideradas pelas telecomunicações, os títulos mais penalizados nas últimas sessões, com os investidores a acreditarem numa redução do dos juros pelo Banco Central Europeu na próxima semana. O Euro Stoxx avançava 1,79%.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 24 de Agosto de 2001 às 19:55
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As acções europeias subiram lideradas pelas telecomunicações, os títulos mais penalizados nas últimas sessões, com os investidores a acreditarem numa redução do dos juros pelo Banco Central Europeu na próxima semana. O Euro Stoxx avançava 1,79%.

O Euro Stoxx 50, que integra as 50 maiores empresas europeias em termos de capitalização bolsista, marcava 3.739,08 pontos na maior subida diária das últimas 19 semanas.

Dados económicos revelaram esta semana que a economia alemã estagnou no segundo trimestre, enquanto a italiana recuou 0,1% no mesmo período, aumentando o optimismo quanto a uma redução do custo do dinheiro pelo BCE na reunião de 30 de Agosto.

«O BCE terá que cortar (os juros) para estimular o crescimento económico», afirmou um analista citado pelas agências internacionais.

Em Espanha, o IBEX [IBEX] cresceu 1,66% para os 8.540,60 pontos. A Telefónica avançou 3,08% para os 13,40 euros (2.686 escudos), no dia em que a Comissão Europeia avisou pela segunda vez o Governo espanhol para permitir o aumento da assinatura mensal cobrada pela operadora, para compensar os custos decorrentes da oferta do serviço a toda a população do país vizinho. O Banco Santander Central Hispano (BSCH) valorizou 2,03% para os 10,07 euros (2.019 escudos), no dia em que anunciou a venda da unidade Santander Vida no Chile.

O CAC [CAC], índice de referência da Bolsa de Paris, progrediu 2,23% para os 4.916,56 pontos. France Telecom fechou nos 40,69 euros (8.158 escudos), a valer 6,52% mais, depois de ter ontem anunciado o despedimento de três mil trabalhadores como forma de reduzir custos. O grupo de media Vivendi Universal registou uma apreciação de 3,57% para os 62,30 euros (12.490 escudos).

O DAX alemão progrediu 2,54% para os 5.387,50 pontos, liderado pela Deutsche Telekom [DTE], que subiu 8,54%, depois da chinesa Hutchinson Whampoa ter negado notícias de que se preparava para vender a sua posição na operadora alemã.

A Bolsa de Londres, representada pelo FTSE [UKX], fechou nos 5,471,90 pontos, a valer 1,4%. A Vodafone valorizou 3,08% para as 13,40 libras (21,21 euros ou 4.252 escudos), no dia em que anunciou a venda de uma posição de 11,7% na fornecedora de acesso móvel à Internet coreana Shinsegi Telecom. A instituição financeira HSBC avançou 2,09% para os 8,30 euros (1,664 escudos).

O AEX de Amsterdão fechou nos 538,77 pontos, a valer mais 1,02%, liderado pela Philips Electronics, que registou uma subida de 3,27%, no dia em que anunciou que ganhou um contrato para fazer leitores de DVD e de CD para a Eastman Kodak [EK].

O Nasdaq [CCMP] valorizava 3,19% para os 1.901,85 pontos, com os ganhos a serem liderados pela Microsoft [MSFT] e pela Cisco Systems [CSCO], depois desta última ter revelado, através do seu presidente, que as encomendas saíram em linha com o esperado no início do terceiro trimestre e que a procura dos seus serviços, equipamentos para redes integradas, deverá estabilizar até ao final do ano. A empresa fundada por Bill Gates crescia 4,68% para os 61,88 dólares (67,90 euros ou 13.613 escudos), enquanto a Cisco avançava 7,46%.

O Dow Jones [INDU] fixava-se nos 10.393 pontos, a crescer 3,19%, liderado pela International Business Machines [IBM] e pela Microsoft, que beneficiavam das notícias da Cisco.

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