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Acordo no BPI é "plausível" mas acções continuam sob pressão

O prazo para resolver a exposição aos grandes riscos em Angola está cada vez mais próximo. Os analistas acreditam num entendimento entre o CaixaBank e Isabel dos Santos.

Miguel Baltazar/Negócios
Rui Barroso ruibarroso@negocios.pt 07 de Abril de 2016 às 09:49
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O prazo dado pelo BCE ao BPI para resolver a ultrapassagem do limite dos grandes riscos aproxima-se do fim. E as acções do banco têm-se ressentido como os avanços e recuos nas negociações entre os dois maiores accionistas. Mas os analistas acreditam que o impasse chegue ao fim e que o desenlace esteja para breve, dado o limite de 10 de Abril imposto pelo BCE.

Os títulos do banco perdem mais de 7% nas últimas três sessões, marcadas também pelo pedido de ajuda financeira de Angola ao FMI. Esta quinta-feira cedem mais de 0,52%, para 1,158 euros, a terceira sessão consecutiva de quedas.

Desde que o CaixaBank revelou, a 24 de Março, que não se conseguiram reunir as condições necessárias para alcançar um acordo com Isabel dos Santos, os títulos desvalorizam mais de 10%. Mas, apesar das quedas e da incerteza sobre as negociações, os analistas acreditam que os dois maiores accionistas do banco ainda chegarão um acordo.

"Não obstante o retrocesso ao nível das anteriores negociações, é nosso entendimento que o cenário de acordo futuro entre as partes continua a ser plausível", considerou André Rodrigues, analista do CaixaBI, numa nota a investidora divulgada esta quinta-feira.

Referindo-se a notícias divulgadas pela imprensa de que os contactos entre o CaixaBank e a Santoro foram retomados, o CaixaBI entende que "o retomar dos contactos/negociações entre as duas partes não deve ser encarado como inesperado". E espera que "deverão verificar-se desenvolvimentos em relação a este tema no curto prazo", devido à "data limite para a resolução da questão levantada pela ultrapassagem do limite dos grandes riscos em Angola".

Também os analistas do JP Morgan salientaram, numa nota de investimento publicada a 1 de Abril, que havia a hipótese de ser encontrada uma solução no curto prazo. "Na nossa perspectiva, o CaixaBank pode, nas próximas semanas, anunciar uma oferta pelas acções que não detém no BPI, dado o prazo de 10 de Abril dado pelo BCE para o BPI reduzira a sua exposição a África (que é equivalente a cerca de 117% do capital contra o limite de 25%)".

E a equipa de analistas do JP Morgan lembra que "o BPI arrisca pagar multas pesadas ao BCE se não reduzir a exposição até 10 de Abril". 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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