Bolsa Alcoa divide-se em duas empresas

Alcoa divide-se em duas empresas

A Alcoa anunciou esta segunda-feira que pretende dividir-se em duas empresas independentes. O plano de divisão faz parte de uma estratégia de recuperação da empresa, que enfrenta o impacto da queda dos preços do alumínio.
Alcoa divide-se em duas empresas
Bloomberg
Vera Ramalhete 28 de setembro de 2015 às 15:33

A Alcoa irá separar-se em duas unidades independentes, cotadas separadamente em bolsa, anunciou em comunicado, esta segunda-feira, a principal empresa de alumínio dos Estados Unidos. A unidade de produção de alumínio será separada da unidade de transformação do metal, em que a Alcoa tem apostado para enfrentar a queda dos preços do alumínio e a menor procura da China.

A empresa de extracção, "com a sua longa história no mercado do alumínio" manterá o nome Alcoa, refere o comunicado, que indica que a divisão deverá estar completa no segundo semestre de 2016. A nova empresa dedicada à transformação do produto, a parte de "valor acrescentado", que produz componentes de alumínio para o sector automóvel e de aviação, terá um novo nome ainda a determinar.

O plano de separação, aprovado esta segunda-feira, inclui-se numa estratégia, levada a cabo pelo presidente executivo Klaus Kleinfeld, de renovação da Alcoa para enfrentar o impacto da queda do preço do alumínio, que recua 16% este ano, devido ao excesso de oferta da matéria-prima, agravado com o aumento de produção e diminuição de importações da China.

"Nos últimos anos, transformámos a Alcoa com sucesso em dois componentes valiosos que estão agora prontos para seguir as suas próprias direcções estratégicas", disse Klaus Kleinfeld, no comunicado. O trabalho árduo dos últimos anos criou uma "estrutura que

Os últimos anos, transformámos a Alcoa com sucesso em dois componentes valiosos que estão agora prontos para seguir as suas próprias direcções estratégicas.
Klaus Kleinfeld
CEO da Alcoa

permite a ambas as empresas serem verdadeiramente competitivas e funcionarem em separado", disse o presidente executivo e não executivo da empresa à Bloomberg.
 

A nova empresa de "valor acrescentado" do produto, que será liderada por Kleinfeld, irá procurar obter um "rating" de investimento. Com cerca de 43 mil trabalhadores, esta unidade registou nos 12 meses até 30 de Junho de 2015, receitas de no valor de 14,5 mil milhões de dólares e um EBITDA de 2,2 mil milhões de dólares.

A nova Alcoa, que extrai bauxite, efectua a refinação de óxido de alumínio e funde alumínio, irá empregar cerca de 17 mil trabalhadores e teve uma receita de 13,2 mil milhões de dólares e um EBITDA de 2,8 mil milhões no ano que terminou a 30 de Junho. 

As acções da Alcoa estão a subir 3,2% para 9,36 dólares, tendo já valorizado mais de 4% para 9,40 dólares, esta segunda-feira.  




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