Bolsa Alphabet não deixa Nasdaq chegar à tona

Alphabet não deixa Nasdaq chegar à tona

As principais bolsas norte-americanas encerraram em terreno positivo, mas o tecnológico Nasdaq negociou no vermelho durante toda a sessão muito à conta da Alphabet, que ontem reportou resultados abaixo do esperado.
Alphabet não deixa Nasdaq chegar à tona
Reuters
Carla Pedro 30 de abril de 2019 às 21:12

O Standard & Poor’s 500, que abriu em ligeira baixa, conseguiu chegar a terreno positivo e fechou a somar 0,10% para 2.945,83 pontos. Isto depois de ontem ter marcado a meio da sessão um novo máximo histórico, nos 2.949,52 pontos.

 

Também o Dow Jones acompanhou o movimento de subida, terminando a ganhar 0,15%, para 26.592,92 pontos.

 

Em contrapartida, o tecnológico Nasdaq Composite negociou no vermelho durante toda a jornada e não conseguiu chegar à tona. O índice, que ontem estabeleceu um novo recorde ao tocar nos 8.176,08 pontos, encerrou a perder 0,66%, para 8.107,77 pontos.

 

A contribuir para sustentar as bolsas do outro lado do Atlântico estiveram sobretudo a General Electric (GE) e a Mastercard, depois de anunciarem lucros superiores às expectativas. A GE reportou lucros de 3.588 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2019, depois de no mesmo período do ano passado ter registado prejuízos de 1.147 milhões.

 

Os bons números da Pfizer e da Merck ajudaram também muito especialmente ao desempenho positivo do Dow Jones.

 

Longe destas performances esteve a Alphabet, que perdeu terreno depois de ontem ter reportado números que dececionaram o mercado.

 

As receitas da empresa liderada por Larry Page aumentaram, mas ficaram abaixo do esperado e os analistas fizeram traduzir a sua desilusão no desempenho das ações, que depois de anunciadas as contas caíam mais de 7%. Isto depois de, durante a sessão, a tecnológica ter chegado a marcar um novo máximo histórico, catapultando para 24% o ganho do acumulado do ano.

 

Durante o dia de hoje, a tendência de queda manteve-se, com a Alphabet a viver a sua pior sessão desde 2012 e a encerrar com um recuo de 7,50% para 1.198,96 dólares.

Já o Facebook cedeu 0,71% para 193,40 dólares, no dia em que está a divulgar alterações na rede social e na plataforma de partilha de fotos e vídeos Instagram.

 

Esta noite será a vez de a Apple apresentar as suas contas, que são relativas ao segundo trimestre.

 

A travar um maior impulso nas bolsas norte-americanas esteve o relato do The Wall Street Journal de que as tarifas aduaneiras punitivas constituem um obstáculo nas novas negociações comerciais entre Washington e Pequim.

 

Esta terça-feira, a delegação norte-americana, liderada pelo representante para o Comércio Externo, Robert Lighthizer, e pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, aterrou em Pequim para uma nova ronda de negociações. A expectativa tem sido a de que seja alcançado um acordo comercial entre os dois países no início de maio.

Por outro lado, a Reserva Federal norte-americana iniciou hoje a sua reunião de dois dias sobre política monetária. Os investidores esperam novas pistas por parte da Fed para saber que direção seguirá em matéria de juros.




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