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Após sete sessões em queda, BCP sobe mais de 5%

Os títulos do banco estão a destacar-se pela positiva, permitindo à bolsa nacional contrariar as perdas nas principais praças europeias. O PSI-20 está a ganhar mais de 1%.

Bruno Simão
Paulo Moutinho 12 de Maio de 2016 às 10:12
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O BCP tem penalizado a bolsa portuguesa desde que revelou os resultados, mas está a corrigir das perdas. Caiu nas últimas sete sessões, registando fortes descidas em cada uma delas, para agora voltar aos ganhos. As acções do banco liderado por Nuno Amado estão a valorizar mais de 5%, desempenho que está a permitir ao índice de referência da bolsa nacional destacar-se dos pares ao apresentar uma subida de mais de 1%.

Os títulos estão a valorizar 5% para os 3,36 cêntimos, tendo chegado a somar um máximo de 5,62% durante a negociação desta quinta-feira, 12 de Maio. Uma forte subida que está a permitir ao PSI-20 contrariar a queda de 0,08% do Stoxx 600 ao apresentar uma valorização de 1,15%. É que o BCP é, actualmente, um dos "pesos-pesados" da bolsa de Lisboa, a par de cotadas como a EDP, Galp Energia e Jerónimo Martins.


Esta valorização acontece depois de um período de quedas acentuadas. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado acumularam uma queda de 18,34% nas últimas sete sessões, recuando em cada uma delas depois de ter anunciado a 2 de Maio uma quebra nos resultados líquidos do primeiro trimestre.


O BCP fechou o primeiro trimestre do ano com um resultado líquido de 46,7 milhões de euros, valor que representou uma queda de 33,7% face ao período homólogo. Ainda assim, bateu as estimativas dos analistas que antecipavam lucros de 39 milhões de euros, mas não convenceu os investidores que têm vindo a vender os títulos, levando à quebra das acções. Se em sete sessões cai 18%, desde o máximo de Março perde mais de 30%. O saldo no ano é de -31,25%.


Estes resultados foram os primeiros apresentados depois de na assembleia-geral, a 21 de Abril, ter sido aprovada, por pressão dos minoritários, a fusão de acções de 75 títulos para um e não de 193, como inicialmente proposto. Na mesma assembleia-geral, os actuais accionistas abdicaram do direito de participar num futuro aumento de capital, que pode ir até 20% da capitalização bolsista, abrindo portas a um novo accionista. Mas esse ângulo especulativo não tem puxado pelos títulos.

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