Bolsa Apple dá ganhos tímidos a Wall Street, com guerra comercial, energia e Tesla a pressionarem

Apple dá ganhos tímidos a Wall Street, com guerra comercial, energia e Tesla a pressionarem

As bolsas norte-americanas encerraram em alta ligeira, com os receios de uma escalada da guerra comercial entre Washington e os seus parceiros comerciais a pressionarem, ao passo que a valorização da Apple contrabalançou a queda das cotadas da energia e da Tesla.
Apple dá ganhos tímidos a Wall Street, com guerra comercial, energia e Tesla a pressionarem
Reuters

O Dow Jones encerrou a subir 0,14% para 24.305,37 pontos e o Standard & Poor’s 500 somou 0,31% para 2.726,70 pontos.

 

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,76%, a valer 7.567,69 pontos.

 

Os receios de uma intensificação das tensões comerciais entre os EUA e os seus parceiros comerciais continuaram a pesar no sentimento dos investidores.

 

A União Europeia e Estados Unidos prosseguem a toada de avisos e contra-avisos numa escalada retórica em torno da disputa comercial em curso entre dois dos maiores blocos económicos mundiais.

 

Bruxelas avisou Washington de que se os EUA impuserem novas tarifas aduaneiras sobre a indústria europeia de veículos e componentes de automóveis, a UE responderá na mesma moeda, prejudicando o sector automóvel norte-americano, ao agravar as taxas alfandegárias sobre as exportações norte-americanas de automóveis que valem cerca de 294 mil milhões dólares.

 

Os analistas consideram que o sentimento relacionado com a guerra comercial deverá continuar negativo até 6 de Julho, data em que arrancam novas tarifas aplicadas a produtos chineses no valor de 34 mil milhões de dólares, esperando-se uma retaliação por parte de Pequim.

 

No passado dia 15 de Junho, a Casa Branca anunciou que iria avançar com as prometidas tarifas aduaneiras sobre a entrada de produtos chineses nos EUA, num valor que ascenderá a 50 mil milhões de dólares. E referiu que, depois do "feedback" positivo obtido junto da população no documento que colocou sob escrutínio, a partir de 6 de Julho avançaria com as tarifas sobre o equivalente a 34 mil milhões de dólares (818 produtos chineses), perfazendo o restante depois (as tarifas só incidirão sobre os restantes 284 produtos, somando 16 mil milhões de dólares, quando houver mais comentários da opinião pública sobre este tema).

 

Pequim reagiu no próprio dia e disse que também iria impor tarifas adicionais de 25% sobre 659 produtos norte-americanos avaliados em 50 mil milhões de dólares. As tarifas sobre o equivalente a 34 mil milhões de dólares de produtos americanos (545 itens] entrarão em vigor a 6 de Julho, referiu, adiantando que as tarifas sobre os restantes produtos, até que o valor atinja os 50 mil milhões de dólares, serão anunciadas mais tarde.

 

O presidente norte-americano declarou no próprio dia que decretaria medidas adicionais se Pequim retaliasse. E assim foi. No dia 19 de Junho, Trump ameaçou impor uma tarifa de 10% sobre o equivalente a mais 200 mil milhões de dólares em importações de produtos chineses. A China advertiu que iria reagir em conformidade (qualitativa e quantitativamente), aguardando-se agora novos "episódios" neste braço-de-ferro.

 

As tensões comerciais Washington-Pequim começaram a subir de tom quando Trump anunciou tarifas aduaneiras da Casa Branca sobre o aço e alumínio chinês – além de impor também essas medidas proteccionistas a outros grandes parceiros comerciais, como a União Europeia e os seus parceiros do NAFTA (México e Canadá).

 

Também o sector da energia esteve hoje a penalizar as bolsas do outro lado do Atlântico, num dia de correcção dos preços do petróleo – que na semana passada subiram fortemente, atingindo no mercado nova-iorquino máximos de Novembro de 2014.

 

A ofuscar parte das perdas na energia e nas cotadas mais vulneráveis ao escalar das tensões comerciais – como a Boeing e Caterpillar, bem como as empresas de semicondutores [cujas receitas dependem grandemente da China] – estiveram os ganhos da Apple.

 

A tecnológica liderada por Tim Cook encerrou a somar 1,12% para 187,18 dólares, tendo sido uma das principais responsáveis pela subida mais acentuada do Nasdaq em relação aos outros índices de Wall Street.

 

A Tesla foi outro dos destaques, mas pela elevada volatilidade. Depois de ter estado a disparar 6,4%, à conta do anúncio de que produziu 5.031 Model 3 nos últimos sete dias do segundo trimestre, a fabricante de veículos eléctricos chegou a afundar 4%, após os analistas de Wall Street terem começado a questionar a sua capacidade para manter um ritmo de produção de 5.000 carros por semana.

 

A empresa liderada por Elon Musk encerrou a sessão a ceder 2,50% para 335,07 dólares.

 




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