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Apple ofusca queda da Verizon e anima Wall Street

Os principais índices das bolsas norte-americanas encerraram a última sessão da semana em terreno positivo, sustentados sobretudo pela Apple, que mediu forças – e levou a melhor – com cotadas das telecomunicações, como a Verizon e AT&T, e com algumas pares do sector das tecnologias, como o Facebook e a Qualcomm.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 24 de Abril de 2014 às 21:38
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Além dos resultados acima do esperado de algumas empresas, nomeadamente nas tecnologias, o sentimento optimista resultou também do anúncio de que as encomendas de bens duradouros em Março, nos EUA, aumentaram mais do que o previsto, o que aponta para uma produção mais rápida – e que ajudará a estimular a economia.

 

O índice industrial Dow Jones foi o mais tímido, a fechar praticamente inalterado, nos 16.501,65 pontos. O Standard & Poor’s 500, por seu lado, somou 0,2% para 1.878,65 pontos.

 

Já o tecnológico Nasdaq avançou 0,52%, a negociar nos 4.148,34 pontos.

 

O sector tecnológico, que nas duas últimas semanas foi alvo de um forte movimento de vendas, esteve hoje a registar um comportamento misto. No arranque da jornada, a Apple e o Facebook seguiam em alta, depois de terem apresentado resultados trimestrais melhores do que o estimado, e animavam assim as bolsas do outro lado do Atlântico.

 

No entanto, a rede social liderada por Mark Zuckerberg acabou por inverter a tendência, e encerrou a recuar 0,80% para 60,87 dólares. Mas a empresa conhecida pelo símbolo da maçã fechou a disparar 8,2%, para 567,77 dólares, e conseguiu sustentar o optimismo em Wall Street.

 

Nas telecomunicações, a Verizon e a AT&T fecharam no vermelho, e nas tecnologias também a Qualcomm cedeu terreno, mas os ganhos da Apple sustentaram a tendência de subida das bolsas.

 

A Qualcomm foi penalizada pelo facto de ter estimado lucros e receitas para o seu terceiro trimestre fiscal que ficaram aquém do estimado pelos analistas.

 

Já a Verizon Communications esteve a ser pressionada pelo facto de muitos clientes das telecomunicações estarem a começar a optar por planos de pagamento dos telemóveis, em vez de terem descontos nos aparelhos mas terem de ficar com planos de fidelização mais longos – o que ameaça reduzir as suas receitas mensais provenientes dos telefones sem fios. A AT&T esteve também a ser penalizada pelos mesmos receios.

 

A Zimmer Holdings também terminou no verde, a disparar mais de 11%. A fabricante de articulações artificiais acordou a compra da fabricante de aparelhos ortopédicos concorrentes, a Biomet, por 13,4 mil milhões de dólares (9,69 mil milhões de euros).

 

 

Amazon, Apple e Facebook com bons resultados

 

Esta quinta-feira, após o fecho da sessão, a Amazon.com anunciou um aumento de 23% das suas vendas no primeiro trimestre.

 

Ontem, após o fecho da sessão bolsista nos EUA, também o Facebook prestou contas ao mercado, divulgando que o seu resultado líquido do Facebook praticamente triplicou no primeiro trimestre, para 642 milhões de dólares (25 cêntimos por acção), contra 219 milhões um ano antes.

 

Os lucros sem itens extraordinários ascenderam a 34 cêntimos por acção, superando assim a média projectada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg, que apontavam para 24 cêntimos. As receitas também ficaram acima das expectativas, ao subirem 72% face ao período homólogo do ano passado, para 2,5 mil milhões de dólares, quando os analistas apontavam para um volume de negócios médio de 2,36 mil milhões.

 

Já a Apple anunciou, também na quarta-feira, que os resultados líquidos do segundo trimestre fiscal subiram para 10,2 mil milhões de dólares, acima dos 9,55 mil milhões de dólares do período homólogo, com a companhia a beneficiar das fortes vendas do iPhone.

 

As receitas subiram de 43,6 para 45,6 mil milhões de dólares. Os analistas contavam com lucros de 9,1 mil milhões de dólares e receitas de 43,5 mil milhões de dólares.

 

Além dos resultados acima do esperado, a Apple anunciou ainda que decidiu alargar o programa de compra de acções de 60 para 90 mil milhões de dólares, bem como uma subida no valor do dividendo. Vai ainda efectuar um “stock split”, com cada acção a ser dividida por sete novos títulos.

 

Este primeiro “stock split” em nove anos irá reduzir o preço de cada acção da Apple para cerca de 75 dólares, removendo assim um obstáculo à sua inclusão no índice Dow Jones, explica a Bloomberg. Com efeito, os títulos estão actualmente a negociar num valor tão elevado que se fossem integrados no Dow Jones iriam ter demasiado peso naquele índice – que classificam as empresas pelo nível das suas acções em vez de atenderem à sua capitalização bolsista.

 

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