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Argentina leva acções da Repsol e da Sacyr a perderem mais de 14% na semana

O anúncio de nacionalização de 51% da YPF deixou os investidores em pânico e levou as acções das empresas envolvidas neste caso a afundarem. YPF e Sacyr desceram mais de 20%. A Repsol caiu mais de 14%, naquela que foi a pior semana para a petrolífera em mais de três anos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Abril de 2012 às 17:41
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Na segunda-feira a Argentina anunciou a sua decisão sobre a nacionalização de 51% do capital da YPF, onde a Repsol detém 57%. E é precisamente a maior parte desta fatia que será nacionalizada. Com a operação, a petrolífera espanhola vai ficar com cerca de 6% do capital da empresa argentina.

Esta operação levou a quedas acentuadas das acções das empresas envolvidas no negócio.

A Repsol perdeu esta semana 14,60% para 14,92 euros, sendo esta a pior semana para a petrolífera espanhola desde o final de Outubro de 2008. As acções atingiram mesmo o valor mais baixo desde Maio de 2009, quando tocaram nos 14,13 euros. A queda semanal acabou por ser travada pela subida registada hoje. As acções da petrolífera subiram quase 2%.

Mas esta não foi a queda mais acentuada. A YPF perdeu mais de 28% no acumulado da semana, apesar da subida dos últimos dois dias. As acções seguiam a negociar nos 82 pesos, no mercado argentino, com um ganho de 3%.

A Sacyr, que detém 10% da Repsol YPF, desvalorizou mais de 20%, o que corresponde à maior queda semanal desde o início de Maio de 2010. A empresa tocou também no valor mais baixo desde Outubro de 1992, ao negociar nos 1,58 euros.

A nacionalização da YPF promete fazer ainda correr muita tinta. Espanha e a Comissão Europeia já criticaram duramente esta decisão da Argentina e apelaram para que a Argentina recuasse e cumprisse com os seus compromissos internacionais, nomeadamente no que respeita aos investimentos estrangeiros no país.

A Repsol estipulou em 10,5 mil milhões de dólares, ou 8 mil milhões de euros, a indemnização que vai pedir à Argentina pela expropriação de mais de 50% da YPF. O país já rejeitou esta avaliação.
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